A pena aplicada à Red Bull foi adequada? (Sondagem)

Por a 29 Outubro 2022 14:26

Depois de muitos dias de acusação e incerteza, foi conhecido o desfecho final da polémica do limite orçamental ultrapassado pela Red Bull. Uma multa e uma redução do tempo no túnel de vento em 10% foi o que a Red Bull e a FIA acordaram para colocar termo a toda esta situação.

Qualquer que fosse a pena aplicada, o resultado iria ser sempre alvo de críticas. A FIA entendeu os argumentos da Red Bull, mas não podia deixar passar em claro esta falha, correndo o risco de colocar toda a filosofia do limite orçamental em risco. Assim, foi atribuída uma pena, que aos olhos da Red Bull é severa demais e aos olhos dos adversários é demasiado branda. A verdade, como em situações deste género, poderá estar no meio.

A multa, para uma estrutura como a Red Bull não deverá ser problemática e poderá ser resolvida de forma mais ou menos simples, apesar de ser significativa. Mas os 10% de redução do tempo de túnel de vento serão um handicap considerável. A Red Bull começa o ano 2023 já com menos 30% do tempo disponível a menos, como estipulado pelas regras, que dizem que o primeiro classificado terá 70% do tempo de túnel de vento. No total, 63% do tempo de Túnel de vento nominal, o que não pode ser menosprezado. Num jogo de margens pequenas como a F1, tudo isto deve ser tido em conta. No entanto, podemos (e devemos) questionar se não é uma pena leve para uma equipa que começa 2023 com vantagem e que foi a única a ultrapassar o limite e a cometer os erros explicados, sendo que sete equipas estão sediadas no mesmo país e enfrentam os mesmo problemas ao nível da fiscalidade e do ambiente económico.

O Dr. Helmut Marko disse à Sky Deutschland: “Infelizmente, muitos dos nossos argumentos não foram tidos em conta. Houve alterações de regras a muito curto prazo e os créditos fiscais não foram devidamente tidos em conta. Talvez a FIA quisesse fazer de nós um exemplo, porque as regras ainda são muito novas. A penalização desportiva é dura, mas está quase no limite em que ainda acreditamos que podemos ser competitivos nos próximos anos”.

O Toto Wolff, da Mercedes, referiu em tom irónico a questão do gasto excessivo da Red Bull em serviços de catering e em baixas médicas: “Temos também uma cantina e baixas médicas. O raciocínio não é correto e, no final do dia, as explicações são supérfluas. Nove equipas estavam abaixo do limite, uma estava em cima e a outra está agora a contar histórias sobre o assunto”. Contudo, o chefe da Mercedes não consegue avaliar os efeitos da penalização. “É muito dinheiro e mesmo os 10 por cento são muito na Fórmula 1. E a outra coisa é que eles sofreram danos de reputação”.

O vice-diretor da Ferrari, Laurent Mekies, concorda: “Não podemos estar satisfeitos com a penalização, uma vez que não há redução orçamental para 2023. Por isso, podem gastá-lo noutro lugar e melhorar o carro. Mesmo assim, temos agora de virar a página e esperamos não ter de esperar tanto tempo pelo limite orçamental para 2022.”

Será que a pena aplicada à Red Bull foi ajustada? Foi demasiado branda? Foi exagerada? Diga-nos a sua opinião.

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13 comentários

  1. manuel moita

    29 Outubro, 2022 at 15:57

    E uma brincadeira opossivel em organismos Corruptos não por gente seria

  2. Danny Ric Fan Club

    29 Outubro, 2022 at 16:14

    Eu não me vou pronunciar. Não sou juiz, nem advogado, nem conheço assim tão bem o regulamento do limite orçamental. Há aqui muitos a opinar contra a Red Bull e a FIA porque ainda não digeriram o título do Verstappen do ano passado, mas isto faz parte da «paixão». Lá terão a sua opinião, e têm todo o direito a tê-la, mas eu não quero que a «paixão» presida ao meu entendimento em questões tão técnicas como esta. Só digo que os representantes da Mercedes e da Ferrari, que cometeram infracções muito graves e foram punidos com aparente brandura, deviam ficar calados.
    Mudando de assunto: como leitor com um conhecimento de leigo sobre jornalismo mas com gosto pela língua portuguesa e pela leitura, parece-me admissível que um «jornalista profissional» – como se lê no peditório impingido em todos os artigos – trate o sujeito de um artigo coloquialmente, como se lê aqui: «O Toto Wolff» (o itálico é meu). Isto é aceitável num comentário, mas não num artigo. E que dizer daquela expressão, sem sentido ou correspondência na língua portuguesa, que é «no final do dia»? O autosport.pt precisa de fazer muito mais e melhor para justificar o pagamento de conteúdos.

  3. pintinha

    29 Outubro, 2022 at 16:24

    Contabilidade criativas …. Gasta-se no que dá segundos en pista e depois regista-se em bauxas e catering … vai dar banho ao cão HM, CH … a vantagem de 2022 e já para 20233 fica intocada.
    Prevaricar compensa na actual F1…está a tornar-se o centro da fraude no desporto mundial.

  4. pintinha

    29 Outubro, 2022 at 16:28

    Faça-se como no ciclismo (caso doping) anulem os títulos obtidos fraudulentamente, ponto.

    • pedropadua69gmail-com

      29 Outubro, 2022 at 16:41

      Tal e qual!

      E não entendo como quem ganha através da trapaça, e os torcedores desse tipo de vitórias, vibram e festejam como se fosse a coisa mais natural do mundo!

    • Francisco Caetano

      29 Outubro, 2022 at 20:38

      Exatamente, a perda de classificação no campeonato de construtores de 2021 e 2022, é que seria adequado como penalização pois estes senhores chefes de equipa só entendem esta linguagem. Quanto aos pilotos não devem sofrer qualquer penalização, já basta a sensação que fica da dúvida instalada de que talvez só terem sido melhores porque a equipa não cumpriu com as regras e por isso ser mais competitiva do que as outras. É pena…

  5. Mpabe Lyan

    29 Outubro, 2022 at 16:48

    Esperava coisa mais concreta, mas gastar tanto assim no catering nem que fizessem 100 vezes a Concreta! Terá chegado a hora de mais transparência na FIA e deixar de negociar penalidades.

  6. Rui

    29 Outubro, 2022 at 17:24

    Parece me ajustada. Eu teria acescentado algo mais sob forma de pena suspensa (no caso de nova infração).

  7. RedDevil

    29 Outubro, 2022 at 18:19

    A redução de 10% do tempo na Aero é só para constar… não tem efeito nenhum na prática… e a multa monetária é irrisória para a dmensão dos orçamentos… e está excluída do orçamento…
    Esta pena devia ter tido como referência a pena da McLarem em 2007 (100 Milhões)…
    Ou da Ferrari em 2019… que foi obrigada a correr com um “GP2 engine” durante 1 ano…

  8. dematos-armindogmail-com

    29 Outubro, 2022 at 19:30

    Claro que não ” a RB de contente se arreganha o dente” mas quando existem Entidades dubias como a fia que é fraca com os fortes e forte com os fracos, esta tudo dito.

  9. ...

    29 Outubro, 2022 at 22:38

    A pena está dentro das sanções previstas por isso é justa, o resto é ruído!

  10. jo baue

    29 Outubro, 2022 at 23:31

    No texto do Fábio Mendes é ignorado que a redução das horas no túnel de vento significa que a RBR pode destinar esse € para outras áreas, como o “peso ou suspensão “, conforme disse o Binotto, que é um técnico superior com décadas de experiência na F1 como engenheiro, e agora como TP. Daí este ter credibilidade, ou , pelo menos, os jornalistas deveriam noticiar que ele insiste que 2 M significa 0,2 segundos que a RB ganha.

    Conclusão: até a “contornar” as regras financeiras da F1 a Ferrari se deixa bater pelos albiónicos.

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