Yuki Tsunoda reagiu pela primeira vez à decisão da Red Bull de o afastar da grelha titular em 2026, admitindo que a notícia é “difícil de aceitar”, mas ainda não a processou totalmente. O piloto japonês regressará a um papel de piloto de testes e reserva para a Red Bull e a Racing Bulls, cinco anos após a estreia na antiga Alpha Tauri.
A equipa anunciou, logo após o Grande Prémio do Qatar, que Isack Hadjar o substituirá ao lado de Max Verstappen, enquanto Arvid Lindblad sobe da F2 para formar dupla com Liam Lawson na Racing Bulls.
Foco no último fim de semana
Tsunoda soube da notícia após a corrida no Qatar e confessou a desilusão inicial. “Ainda não o sinto por completo. Foi surpreendente acordar no dia seguinte a pensar no Abu Dhabi”, afirmou. O japonês promete competitividade máxima no derradeiro Grande Prémio, visando ajudar Verstappen e maximizar o resultado da equipa.
Em 2025, Tsunoda começou na Racing Bulls, mas trocou com Lawson após duas rondas para subir à Red Bull principal. Apesar de saídas precoces em qualificação e pontos esporádicos, destacou a proximidade com Verstappen nas últimas corridas: “Estive a quatro décimas e meia dele, algo inédito para muitos antecessores”.
Reflexão sem arrependimentos profundos
O piloto lamentou deixar o carro da Racing Bulls, que ajudou a desenvolver desde o início das regras atuais: “É como abandonar o meu bebé”. Ainda assim, valoriza o apoio final da Red Bull e rejeita arrependimentos totais, reconhecendo a dificuldade do lugar ao lado de Verstappen.
Quanto ao futuro, Tsunoda delega no manager e prioriza o presente: “A Fórmula 1 é a minha vida. É demasiado cedo para outras séries como a IndyCar”. Vê no papel de reserva uma oportunidade para novas perspetivas dentro das duas equipas.










