F1: GM mais próxima de se tornar na 11.ª equipa em 2026
A General Motors (GM) poderá estar prestes a garantir um lugar na Fórmula 1, com planos para entrar no campeonato como proprietária de uma equipa em 2026. De acordo com vários meios de comunicação (que citam fontes oficiais), as discussões entre a GM e a Fórmula 1 estão numa fase avançada e o gigante automóvel americano parece estar pronto para se tornar a 11.ª equipa da grelha.
A futura entrada da GM surge na sequência do fracasso da tentativa da Andretti Global, que inicialmente tinha feito uma parceria com a GM para garantir um lugar na grelha da F1. Conforme o plano original, a equipa teria competido sob a bandeira Andretti com o apoio da Cadillac (pertencente ao grupo GM). No entanto, esse esforço, liderado por Michael Andretti, foi rejeitado pela Fórmula 1 no início deste ano por razões comerciais. Apesar da FIA ter dado luz verde à entrada da Andretti, a FOM não o permitiu. A direção da F1 manifestou preocupações quanto à capacidade da Andretti para ser competitiva a médio prazo e trazer valor suficiente ao campeonato.
O novo plano coloca a GM como proprietária de uma equipa independente. Embora a Cadillac fizesse originalmente parte da proposta da Andretti, ainda não é claro qual a marca da GM que figurará nas cores da nova equipa. Em particular, a GM compromete-se a construir as suas próprias unidades motrizes até 2028, embora tenha de recorrer a motores de fornecedores existentes, como a Ferrari ou a Honda, para as duas primeiras épocas, em 2026 e 2027.
Andretti perde força
Michael Andretti, principal rosto da primeira tentativa da Andretti Global F1, deixou de ter um papel de gestão, passando a ocupar uma posição de embaixador dentro da organização em setembro. Esta mudança de liderança passou o controlo da Andretti Global para Dan Towriss, o CEO do Group 1001, que detém a equipa. Towriss tem sido fundamental para o avanço das conversações e está presente no Grande Prémio de Las Vegas para promover as negociações.
Os anteriores esforços de Andretti para assegurar uma entrada na F1 caracterizaram-se por uma abordagem de lobby conflituosa, que alegadamente alienou os principais decisores do desporto. Com a Andretti a perder preponderância no projeto, deixando de estar diretamente envolvida no processo, a entrada da GM ganha mais força
Entrada da GM vista com bons olhos
Se as equipas de F1 manifestaram desagrado pela primeira tentativa da Andretti, esta nova abordagem da GM parece ser mais do agrado dos responsáveis das estruturas já inseridas na competição.
O chefe de equipa da Mercedes, Toto Wolff, expressou a sua aprovação, afirmando: “Se uma equipa pode contribuir para o campeonato, especialmente se a GM decidir entrar como proprietária de uma equipa, isso é uma história diferente. Desde que seja criativo e aumente a popularidade e as receitas do desporto, nenhuma equipa se oporá”.
O diretor da equipa da Ferrari, Frédéric Vasseur, fez eco de sentimentos semelhantes, sublinhando que qualquer nova equipa deve demonstrar valor tanto a nível comercial como competitivo. “Se for bom para o desporto, bom para o espetáculo e bom para o negócio, estamos todos bem”, afirmou.
Quais os moldes da entrada da GM?
Embora a futura entrada da GM esteja a ganhar força, há vários desafios a serem superados. A equipa tem de encontrar e fechar contrato com um fornecedor de motores para as épocas de 2026 e 2027 e navegar na logística da preparação de um carro competitivo num prazo apertado. Os rumores apontam que a GM poderá basear-se na infraestrutura do projeto de F1 da Andretti em Silverstone, que já realizou testes em túnel de vento e contratou pessoal experiente, incluindo o antigo engenheiro de F1 Pat Symonds.
Uma nova era para os desportos motorizados americanos e para a F1
Esta notícia tem um impacto relevante para o futuro do desporto americano e da F1. Nos EUA, a F1 nunca teve muito interesse, pois as séries locais absorviam toda a atenção e a filosofia mais “europeia” da competição afastavam os potenciais interessados. Com a entrada da Liberty, o mercado americano passou a ser prioridade e, desde então, passamos a ter três GP em solo americano, uma base de fãs incomparavelmente maior e um interesse crescente, graças à maior abertura, ao Drive to Survive, e ao show que cada GP proporciona, especialmente nos EUA.
Mas falta um elemento agregador. Algo que faça os fãs americanos agarrarem definitivamente a F1. Tentou-se fazer isso por via de um piloto, com Colton Herta a ser falado, mas a sua “candidatura” acabou por não ser bem sucedida. Com a entrada da GM e de uma marca profundamente americana, os fãs terão um motivo muito mais forte para se interessar pela F1. E se a equipa americana tiver um piloto americano… a popularidade pode aumentar ainda mais.
É certo que as equipas já presentes na F1 vão receber uma fatia mais pequena do bolo, mas se a entrada da GM significar um bolo maior, talvez esta mudança seja para melhor. Para já, os rumores apontam para mais uma equipa na grelha para 2026.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI




