O artista canadiano dedicou uma música ao calendário que contará com um lugar de destaque no seu novo álbum. TheCal está de regresso no ano que marca o 150º aniversário da Pirelli.
Uma capa de vinil LP que não contém um disco, mas o Calendário Pirelli de 2022. Intitulado de On the Road e fotografado por Bryan Adams, o mítico calendário, que regressa após uma interrupção devido à pandemia de Covid-19, é uma celebração das estrelas da música internacional, desde 1960 até ao presente. Um regresso especial, já que o mesmo coincide com o 150º aniversário da Pirelli. A marca italiana revelou o logotipo de comemoração desse marco TheCal™ ao mesmo tempo que desvendou a edição de 2022 do famigerado calendário. Mas as novidades não se ficam por aqui, o formato da apresentação também sofreu alterações e tomará a forma de evento digital, aberto a todos, a partir das 20h de hoje, 29 de novembro, no site www.pirelli.com.

Bryan Adams transportou a sua carreira musical e fotográfica, com mais de 20 anos, em On the Road, onde retrata a vida de um artista em digressão. Este será também o título da música composta pelo canadiano em homenagem ao Calendário Pirelli, que será incluída no seu próximo álbum.
-Qual é a ideia que inspirou o Calendário Pirelli 2022?
- Tentei transmitir a ideia de uma viagem na vida de um verdadeiro artista, através de uma perspetiva criativa. Uma das coisas que caracteriza os fotógrafos é que eles não querem que as coisas sejam convencionais. O que quer é que a imagem seja algo memorável, e é exatamente isso que tentei fazer.
-Como surgiu o tema ‘On the road’?
-Não foi muito difícil, para ser sincero, porque é o que tenho feito nos últimos 45 anos. Quando o propus, pensei que já devia ter sido feito antes, porque é algo muito óbvio. Imediatamente pensei que haveria uma boa simbiose entre músicos que viajam e uma empresa que fabrica pneus. Faz sentido do meu ponto de vista. E a Pirelli também gostou.
-Pode descrever como conta a história de viajar, interpretar e estar na estrada através da fotografia?
-Seria muito, muito difícil resumir tudo o que acontece na estrada em alguns dias. O que tentei foi representar alguns dos seus aspetos. Por exemplo, os músicos nunca veem fachada do prédio em que atuam, mas sim os fundos, a porta do palco, os bastidores e o porão da instalação… vais da porta do palco até à porta do carro, e daí vais para a porta do hotel, da porta do comboio para a porta do autocarro… Resumidamente, são um monte de portas, mas o segredo é que estás sempre a viajar.
-Esta é a primeira vez que o Calendário se aventura pelo mundo da música e dos músicos desta forma e, como fotógrafo e cantor, tem uma posição ideal. Pode falar-nos sobre isso?
-Estou orgulhoso de unir essas duas facetas e que de as relacionar num ambiente que eu compreendo. Para mim, pessoalmente, tem sido um prazer trabalhar juntamente com outros músicos e poder entrar, de forma breve, nos seus mundos e ver como eles agem porque, como vocês sabem, tudo mudou muito e a imagem passou a ser parte essencial da música de hoje. Nos nossos tempos, um artista pode variar completamente a forma como quer ser representado com uma simples fotografia, sozinho, com controlo total … Isto é especialmente interessante do ponto de vista fotográfico e artístico para os intérpretes.
-O que quis transmitir com as suas fotos?
-Espero que aqueles que as vão ver gostem da fantasia e da realidade que retratam. É um corte transversal do que poderia ter acontecido e que, infelizmente, não cabe no espaço disponibilizado … há que pensar que seria necessário um livro completo para cada músico, de modo a contar a história completa. Portanto, o que oferecemos é um olhar para cada artista.
- Qual é a sua melhor lembrança na estrada?
- Há uma citação, do filme Apocalypse Now, acho, em que um soldado fala sobre o que significa estar na selva, e que todos os dias ele está naquele ambiente e quer ir para casa, mas, da mesma forma, todos os dias o que acontecia quando estava em casa era querer estar na selva. Isso é um pouco o que acontece com os músicos. És mordido por um inseto quando vives tudo pela primeira vez e, a partir daí, só queres repetir e repetir mais uma vez.
-O que significa para si viajar?
-Viajar tem sido a minha vida e não consigo pensar numa maneira de explicar isso. É como ter outra família da qual se sente saudades por tudo o que aconteceu com a Covid.
- Sente o desejo, então, de regressar à estrada?
-Tive tempo para refletir e nunca teria pensado, mesmo nos meus sonhos mais loucos, que o mundo pararia por completo e viajar seria impossível. Por isso, quero realmente voltar, mas, ao mesmo tempo, gostei realmente do meu confinamento. Tive ótimos momentos em família e diverti-me muito, preso na nossa pequena bolha. Agora que a bolha se está a começar a abrir, como podemos ver, o mundo está a começar a seguir o exemplo e espero que continue assim.

No set do Calendário, os músicos reviveram os muitos momentos da sua vida na estrada: os momentos de tensão antes de atuar, os intervalos entre os ensaios, os concertos e as longas viagens, sem esquecer a solidão dos quartos de hotel, algo que o próprio Bryan Adams conhece bem. Aliás, pela primeira vez na história do almanaque, o fotógrafo faz parte do elenco de protagonistas. Do elenco que faz parte desta 48ª edição do The Cal™ estão dez artistas mundialmente famosos de várias idades, géneros musicais e origens: Cher, Grimes, Jennifer Hudson, Normani, Rita Ora, Bohan Phoenix, Iggy Pop, Saweetie, St. Vincent e Kali Uchis. As fotos foram tiradas no verão passado, em apenas três dias, em dois locais: em Los Angeles, no Palace Theatre e no hotel Chateau Marmont, em Hollywood, e em Capri, no hotel Scalinatella.

Bryan Adams quis capturar as características distintivas dos artistas participantes, ao longo de mais de 160 páginas e de 70 retratos e cenas, nas quais podemos admirar St. Vicent (que figura na capa do volume) a acordar num hotel, o dia de folga de Kali Uchis na piscina, o check-out de Saweetie antes de outra viagem e Cher nos bastidores. Também vemos Normani a descansar antes da testagem de som, Jennifer Hudson a chegar ao teatro, Iggy Pop (que também figura na contracapa) antes do espetáculo, Grimes no estúdio de gravação, Bohan Phoenix de volta ao hotel após a sua performance e Rita Ora, depois de atuar.
“Eu conheço e aprecio o Bryan há anos. Achamos que a sua ideia de unir o mundo da música ao da estrada e das viagens seria perfeita para um calendário que está de regresso num momento em que procuramos voltar gradualmente à normalidade após a pandemia. Este calendário vai marcar os meses de um ano, 2022, que é particularmente importante para nós, pois é o ano em que a Pirelli celebra o 150º aniversário”, disse Marco Tronchetti Provera, vice-presidente executivo e CEO da Pirelli.

Fundada em 1872, a Pirelli publicou 48 edições do Calendário, incluindo On the Road, desde o seu lançamento, em 1964, e contou com 38 fotógrafos distintos. Momentos captados dos bastidores, imagens das fotografias, uma gravação da apresentação, as histórias e as personalidades do Calendário Pirelli 2022 podem ser encontrados em www.pirellicalendar.com, onde é possível explorar a história do The Cal, através de vídeos originais, entrevistas, fotografias e textos.
Para conhecer as histórias e as personalidades do Calendário Pirelli 2022 e os mais de 50 anos do The Cal, visite: www.pirellicalendar.com








