A Ferrari quer atingir um recorde de 10 mil unidades produzidas num ano, até ao ano 2020, e embora já se prepare para chegar aos 8000 carros este ano, para passar para os cinco dígitos, vai precisar de ampliar a sua gama numa direção mais ecológica, sem no entanto sacrificar a imagem da marca.
Enquanto marcas concorrentes como a Porsche, Aston Martin ou Lamborghini já lançaram ou vão lançar um SUV e/ou um coupé de quatro portas, a Ferrari pretende continuar a produzir o mesmo tipo de modelos que continua a lançar agora. Mas, para cumprir critérios anti-poluição obrigatórios para o aumento de produção, terá que optar por produzir modelos híbridos, especialmente nas gamas mais baixas.
Combinando o V6 biturbo da Alfa Romeo e Maserati (que já é um derivado do V8 biturbo dos Ferrari California T e 488) com um motor elétrico, mesmo um modelo de entrada manteria a potência elevada e acelerações estonteantes, como também poderia reduzir bastante as emissões poluentes para valores mais perto dos 100 g/km, especialmente se a Ferrari conseguir montar sistemas que funcionam só em modo elétrico na cidade.











A Ferrari sempre foi uma marca exclusivista. Dentro do decadente tecido industrial italiano,é um caso de sucesso (junto com a moda e afins) e sempre teve uma boa imprensa o que ajudou a mascarar alguns casos de falta de qualidade notória em modelos de há décadas atrás. Mas a marca evoluiu muito sem dúvida. Agora ao visar uma produção dessa escala vai deixar de o ser. Vulgarizar-se de certa maneira. Aliás os Ferrari actuais até já de certa maneira de despersonalizaram. Os modelos parecem todos iguais ou muito perecidos. Os mercados emergentes e os dinheiros livres por esse mundo fora… Ler mais »