A Pirelli escolheu os compostos C3 (duro), C4 (médio) e C5 (macio) para o Grande Prémio de São Paulo em Fórmula 1, que decorre este fim de semana no circuito de Interlagos, marcando a última etapa da ronda dupla pelas Américas. A seleção é um passo mais macia do que a utilizada na época passada, num traçado que sofreu remodelações no asfalto entre as curvas três e cinco e entre a oito e a nove.

Estas intervenções de reasfaltamento podem alterar os níveis de aderência e a evolução da pista, com impacto direto no comportamento dos pneus em simulacro de corrida. As três sessões de treinos livres serão determinantes para avaliar o desgaste e a degradação no novo piso, fatores que no ano passado ditaram uma estratégia predominante de duas paragens nas boxes.
O traçado brasileiro combina curvas rápidas com retas longas, gerando forças laterais médias e uma distribuição equilibrada de cargas entre os eixos dianteiro e traseiro. Contudo, a gestão da degradação dos pneus continua a ser o ponto crítico para o desempenho em corrida, a par da imprevisibilidade meteorológica habitual em Interlagos, onde a chuva e a oscilação térmica podem forçar o uso de pneus de chuva.
Em 2025, a maioria das equipas optou por duas paragens, privilegiando os compostos médio e macio, enquanto o duro foi relegado para stints curtos. Historicamente, o circuito já acolheu 42 Grandes Prémios, sendo Michael Schumacher o piloto com mais vitórias (quatro), enquanto a Ferrari e a McLaren lideram nos construtores com nove triunfos cada.











