O polaco Jakub Matulka ficou à beira do top 10 do Rali das 6 Cidades Norte de Portugal. Ao volante do Skoda Fabia RS Rally2, terminou na 11ª posição, o seu pior resultado do ano, à exceção do acidente no JDS Machinery Rali Ceredigion. O resultado ficou longe do sexto lugar que obteve no ERC 2026.
Matulka admitiu ao AutoSport que sentiu a falta de competição em pisos de terra. “Nas primeiras passagens, nesta prova, tentei recuperar as sensações depois de uma longa pausa sem competir em terra. Diria que correu de forma razoável. Estávamos a recuperar o ritmo e as sensações”, começou por explicar.
“Nas segundas passagens, já correu melhor. Em termos gerais, foi uma experiência muito boa para nós, porque nunca tinha visto estradas tão destruídas na minha vida como as que encontrámos nas segundas passagens. É certamente um dos aspetos em que precisamos de melhorar no futuro: os troços mais duros e degradados”, acrescentou o polaco.

Falando também sobre o futuro do European Rally Championship (ERC), Matulka mostrou-se otimista: “Penso que vão surgir novas ideias. Na minha opinião, só pode melhorar. O ERC é um campeonato muito bom, com muitos pilotos de grande qualidade. Por isso, para já, diria que é positivo e acho que o novo promotor está a ajudar a melhorar o campeonato.”
Questionado sobre se gostaria de ver o ERC como uma plataforma de acesso ao World Rally Championship (WRC) ou se preferia que mantivesse o seu caráter de campeonato autónomo, Matulka hesitou. “É difícil dizer, mas acho que é bom ser um campeonato totalmente separado. Aqui temos sete ou oito provas e os ralis têm menos um dia de duração. Para os privados, é mais barato participar numa prova do ERC. Contudo, da minha parte, claro que o objetivo é chegar ao WRC. Não sei quando acontecerá, mas este campeonato é uma excelente preparação para mim e uma oportunidade para ganhar experiência e melhorar”, afirmou.
Perguntado sobre o que não gostaria que mudasse no ERC e o que deveria ser mantido, a resposta foi imediata: “A especial de qualificação. Acho que é uma solução muito boa. Penso que também seria muito positivo ter uma especial de qualificação no WRC.”
Por fim, o polaco abordou a aproximação entre os carros Rally2 e as viaturas equipadas com o kit Rally2. “Os Rally1 anteriores, os deste ano, eram muito espetaculares, mas os novos carros vão abrir mais portas a mais pilotos. Vamos ver em Monte Carlo a rapidez dos carros. Diria que os próximos dois anos serão um período de transição. Depois, em 2029, acho que vai ser muito mais interessante. E por tudo isto estou muito entusiasmado com esta nova fase!”, concluiu.
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