Luís Cidade, com o seu navegador Jorge Carvalho, continua no processo de aprendizagem e evolução nos ralis, nesta nova realidade para o piloto que, em Fafe encontrou desafios novos. Depois da estreia no Rali Casinos do Algarve veio a dura prova nos troços do norte do país.
Esta foi a segunda prova de Luís Cidade no CPR aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 da Racing4You. Depois da passagem pelo Algarve, um cenário completamente diferente nos troços do norte de Portugal. Cidade continua a fazer o seu percurso, lançando as bases do seu projeto para o CPR, em que 2026 surge como uma espécie de estágio para o que virá em 2027. Apesar das dificuldades sentidas (especialmente durante o sábado, após um toque e no domingo de manhã com uma questão técnica que o obrigou a fazer os troços num modo de motor com menos potência), Cidade falou no final do rali com o entusiasmo típico de quem está numa nova aventura onde as lições se sucedem, por vezes à velocidade com que se anda nos troços.
AutoSport: Chegamos ao final de um rali que, acredito, teve muitas aprendizagens para ti. Como correu esta parte da tarde?
Resposta: Nesta parte da tarde, já conseguimos resolver mais ou menos o problema [que afetaram a parte da manhã] e posso dizer que fizemos estas três especiais limpas. Mas ontem foi um dia de aprendizagem. Bati por um erro meu, mais ninguém tem culpa além de mim.
Tenho de pedir desculpa à equipa e também ao Jet, que vai ao meu lado. Mas é assim: para evoluirmos, às vezes temos de ir um bocadinho além do nosso limite. É assim que vou aprendendo e espero, no próximo ano, já estar mais adaptado ao carro.
AutoSport: Essa foi a maior lição que aprendeste neste rali?
Resposta: Sem dúvida. Uma pessoa nunca quer bater. Queria fazer todos os quilómetros até ao fim, mas ontem não consegui completar a parte da tarde. Para o ano, vamos fazer esta prova outra vez e dava-me jeito ter feito mais uma passagem, mas as coisas são mesmo assim. Acho que, agora à tarde, conseguimos ter um rendimento bastante melhor do que ontem. Espero que a evolução continue.
AutoSport: Apesar de quem está de fora poder achar que é a mesma coisa, tens encontrado muitas diferenças. Continuas a sentir que este foi o passo certo? Estás entusiasmado com o que estás a encontrar e com os novos desafios?
Resposta: Claro que sim. Por exemplo, nunca tinha feito uma corrida inteira com um copiloto a ditar notas constantemente e ainda tenho de me habituar um bocadinho a isso. Também tenho de me habituar a tirar notas mais específicas, porque, às vezes, dá jeito saber onde cortar e onde pôr as rodas. Não estou muito habituado a incluir essas indicações nas minhas notas. Mas é como digo: o mais importante é irmos evoluindo. Para o ano, estaremos mais fortes, com toda a certeza.
AutoSport: Vais estar no Vidreiro?
Resposta: No Vidreiro, não, porque ainda não temos o kit de asfalto para este carro. Mas vamos ver. Em princípio, não, mas nunca se sabe.
AutoSport: Falta também conhecer o carro no asfalto. Estás entusiasmado com essa parte?
Resposta: Claro que sim. Dos seis aos 20 anos, corri sempre de karting, portanto estou habituado ao asfalto.
AutoSport: Essa parte talvez seja mais fácil para ti.
Resposta: Sim. Só a partir dos 20 anos é que comecei nos SSV e acho que isso me tem ajudado bastante aqui na terra. Tenho ritmo de corrida. Falta-me conhecer um bocadinho melhor o carro e ter notas mais específicas, esse tipo de coisas que precisamos de melhorar. É isso que é mais importante.
Foto: Zoom Motorsport









