Paulo Neto e Carlos Magalhães vão marcar presença no Rally 6 Cities North of Portugal, aos comandos do Škoda Fabia Rally2 onde pretendem dar continuidade à temporada no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), enfrentando uma prova que pontua também para o Campeonato da Europa de Ralis (ERC) e que reúne uma forte concorrência nacional e internacional.
Depois de terem terminado no décimo lugar da classificação geral do CPR no Rallye Casinos do Algarve, Paulo Neto e Carlos Magalhães abordam esta penúltima ronda do campeonato com o objetivo claro de repetir a presença entre os dez primeiros classificados. A estrutura técnica continua a estar a cargo da ARC Sport, com a equipa a gerir as expectativas face à extensão e à exigência do percurso.
Desafios logísticos e exigência dos troços
O Rally 6 Cities North of Portugal apresenta um traçado extenso e durador, recuperando troços emblemáticos do automobilismo nacional e exigindo uma gestão rigorosa do ritmo para preservar a mecânica: “É sempre um enorme prazer competir nestes troços míticos, que fazem parte da história dos ralis em Portugal e de que gostamos particularmente”, começa por referir Paulo Neto. O piloto acrescenta que “sabemos que vamos encontrar uma prova muito exigente, não só pela extensão dos troços cronometrados, mas também pelas ligações muito longas, especialmente no primeiro dia”, sublinhando que será fundamental “gerir bem o andamento, manter a concentração e evitar problemas ao longo de todo o rali”.
Críticas à ordem de partida e regulamentos
A participação na prova organizada conjuntamente com o campeonato europeu traz acoplados desafios regulamentares contestados pela dupla. A ordem de partida dos concorrentes inscritos exclusivamente no CPR mereceu fortes críticas por parte de Paulo Neto, devido ao impacto competitivo de largar atrás dos pilotos do ERC.
“Não considero correto, do ponto de vista regulamentar, que a Federação concorde que os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis tenham de partir atrás de todos os participantes no Europeu. E, para que isso não aconteça, tenham de pagar 8.000 euros para conseguir partir juntamente com os principais concorrentes do europeu”, aponta o piloto.
“Eu pergunto: como é possível a FPAK deixar isto acontecer? Estamos a falar de pilotos que disputam o mesmo campeonato nacional, mas que acabam por competir em condições diferentes. Não considero esta situação correta e penso que deveria merecer uma reflexão e decisão distinta por parte da Federação”, reforça.
Apesar das condicionantes apontadas, incluindo a ausência de testes prévios devido a compromissos profissionais, a Paulo Neto Sport alinha à partida com o apoio dos seus parceiros para cumprir as dezassete provas especiais de classificação que compõem o itinerário entre Guimarães, Fafe e os restantes concelhos envolvidos.










