A Alpine ainda não decidiu se manterá dois pilotos por carro nas duas últimas rondas do Mundial de Resistência, em Barcelona e Monza, depois de ter adotado essa formação nas 6 Horas de Fuji. Philippe Sinault, responsável pela equipa, explicou que considera as duplas a melhor opção para corridas de seis horas, mas admitiu que a composição dos carros poderá voltar a mudar.
António Félix da Costa e Frédéric Makowiecki ficaram fora dos Alpine A424 em Fuji, numa escolha que Sinault descreveu como difícil. “Falámos durante muito tempo sobre isso com a minha equipa técnica e também com Nicolas Lapierre [director desportivo], porque, do nosso ponto de vista, o formato com dois pilotos é o melhor para uma corrida de seis horas”, afirmou.
A Alpine não tinha seguido antes esta opção por estar a preparar as 24 Horas de Le Mans e por ter corridas de dez horas no Qatar e oito horas no Bahrein. Segundo Sinault, a equipa queria evitar alternar repetidamente entre dois e três pilotos por carro. O novo calendário, com apenas provas de seis horas até ao fim da temporada, criou a oportunidade de testar a formação que considera mais favorável ao desempenho. Recordamos que depois de Le Mans, a Alpine usou o formato de três pilotos por carro em Austin e em Interlagos.
Sinault rejeitou que a decisão tenha sido tomada à última hora. “Se tomamos uma decisão deste tipo, é impossível fazê-lo no último momento, porque é preciso preparar tudo: a equipa, os procedimentos e a corrida”, explicou. O responsável acrescentou que pilotos, equipa e mecânicos foram informados a tempo de preparar a operação em Fuji. No entanto, vimos nas redes sociais de Félix da Costa os preparativos para a sua ida para ao Japão, numa altura em que já circulavam notícias sobre a decisão tomada. Apesar de Sinault apontar para uma decisão planeada, os pormenores não parecem suportar essa teoria.
Da Costa e Makowiecki continuam a ser pilotos da Alpine e permanecem na equipa, apesar de não competirem na ronda japonesa. “Veremos depois de Fuji e ponderaremos a formação — se mantemos os dois pilotos ou se voltamos a três — e, depois, quais serão os pilotos que correrão em Barcelona e Monza”, afirmou Sinault. “Neste momento, não está decidido.”
Questionado sobre a escolha dos dois pilotos que ficaram de fora, Sinault afastou motivos pessoais. “Não é uma razão pessoal, é uma decisão global — temos muitas coisas em consideração. Talvez em Barcelona seja diferente”, declarou.
Também não há uma decisão sobre o futuro da operação conduzida pela Signatech. A Alpine anunciou antes do início da temporada que deixará o WEC no final da temporada, e Sinault tem mantido conversações com várias partes sobre a continuidade do projeto. Perante a possibilidade de a Geely assumir a operação no próximo ano, limitou-se a dizer que “as conversações prosseguem” e que não há “nada de claro” para 2027.
O prazo final de inscrição é 26 de Novembro. “O meu trabalho é estar preparado o mais rapidamente possível. Esperamos boas notícias e um anúncio o mais depressa possível”, afirmou Sinault.










