Charles Leclerc considera que a Red Bull ganhou vantagem sobre a Ferrari no desempenho do chassis e que a McLaren também progrediu. O monegasco terminou em quarto no Grande Prémio do Azerbaijão, numa corrida em que apontou a falta de ritmo e a velocidade em reta como limitações da Ferrari.
Red Bull e McLaren apresentaram atualizações significativas em Baku, com alterações nos sidepods, no fundo e no difusor. A McLaren modificou ainda a cobertura do motor, a suspensão traseira e a asa traseira; a Red Bull levou novos espelhos e alterações ao halo. A Ferrari, por seu lado, não introduziu mudanças no carro.
Leclerc garantiu um lugar na primeira linha da grelha, superando Oscar Piastri por 0,001 segundos e Isack Hadjar por 0,137 segundos na Q3. Na corrida, caiu para um distante quinto lugar à quarta volta. Terminou em quarto depois de Piastri falhar a travagem para a curva 1 numa fase tardia.
“Foi uma corrida um pouco aborrecida para nós. Infelizmente, tivemos um mau arranque, que foi provavelmente a única coisa que poderíamos ter feito muito melhor hoje”, afirmou Leclerc. “Depois disso, simplesmente não tivemos ritmo. Comparativamente à Red Bull, foi muito difícil defender-nos, porque somos demasiado lentos em reta. Estamos com dificuldades em termos de ritmo puro neste momento”, acrescentou o piloto da Ferrari, para quem os dois Red Bull foram demasiado rápidos e George Russell também se mostrou demasiado forte.
Leclerc considera que o circuito de Baku não favorece a Ferrari, mas atribui a diferença de desempenho deste fim-de-semana também aos progressos dos adversários, apesar de o seu carro n.º 16 ter voltado a utilizar a unidade motriz ADUO2. “A McLaren e a Red Bull deram um passo em frente com as atualizações que trouxeram. Evoluíram recentemente, deram um passo em frente que nós não demos”, afirmou.
O monegasco defendeu uma resposta rápida da equipa. “Temos de reagir, porque, se perdermos andamento agora, será muito difícil recuperá-lo. Por isso, espero que consigamos reagir muito em breve.”
O desenvolvimento da Ferrari está condicionado pelo limite orçamental e pelas restrições aos testes aerodinâmicos, mas Leclerc indicou que estão previstas algumas novidades. “Se serão suficientes para reduzir a diferença, sem sabermos também o que os outros têm preparado, é outra questão”, ressalvou. “Mas temos certamente algumas coisas que nos deverão ajudar a dar passos em frente.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA








