Os heróis do teclado voltam a atacar. E, mais uma vez, a Alpine afirmou sentir necessidade de voltar a pronunciar-se sobre as reações abusivas de alguns adeptos nas redes sociais. Não é a primeira vez que a equipa francesa é obrigada a pronunciar-se sobre este discurso de ódio e voltou a fazê-lo com uma declaração pública.
“Enquanto equipa, sentimos que é necessário voltar a falar sobre o ódio e os ataque online após o Grande Prémio do Azerbaijão”, declarou. A formação esclareceu que as mensagens não visaram apenas um dos seus pilotos, mas também membros da comunidade da Fórmula 1, incluindo jornalistas, e elementos de equipas adversárias.
“Os erros acontecem quando se corre no limite e, independentemente do resultado ou das consequências, ninguém deve ser alvo de comentários de ódio ou abusivos”, afirmou a equipa. A Alpine sublinhou que a condenação destas mensagens não é dirigida aos adeptos de uma equipa ou de um piloto em particular, mas se aplica a todos os seguidores da modalidade.
A formação considera que estes episódios se tornaram recorrentes nas últimas corridas. “Condenamos veementemente a reação de alguns adeptos online e solidarizamo-nos com a Fórmula 1, a FIA e as outras equipas na vontade de pôr fim a esta situação”, referiu, acrescentando que os ataques não podem ser tolerados.
A Alpine comprometeu-se a continuar a procurar respostas com as entidades envolvidas na organização e regulamentação do campeonato. “Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com o promotor e detentor dos direitos do campeonato, bem como com a entidade reguladora, para discutir formas de combater os ataques em linha e incentivar uma rivalidade desportiva saudável”.
Team statement. pic.twitter.com/3c98AVOd7Z
— BWT Alpine Formula One Team (@AlpineF1Team) September 27, 2026
O comunicado surge três dias depois de a FIA ter condenado ataques dirigidos a Pierre Gasly, outro piloto da Alpine. O francês tinha sido alvo de mensagens de apoiantes de Colapinto por ter atrasado brevemente o colega de equipa durante o Grande Prémio de Espanha. No mês anterior, a FIA também defendera os seus comissários após ataques de apoiantes do argentino relacionados com duas penalizações aplicadas a Colapinto no Grande Prémio dos Países Baixos.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA









