O Grande Prémio do Azerbaijão, 15.ª jornada do Campeonato do Mundo de F1, abre a próxima jornada Tripla, com o circuito urbano de Baku, com 6,003 quilómetros e 20 curvas a servir de palco. O exigente traçado, com as suas longas retas e o sinuoso setor 2 irá colocar à prova máquinas e pilotos, com o vento a ter também influência na performance.
As estatísticas
O próximo Grande Prémio do Azerbaijão será o décimo disputado nas ruas de Baku. Oito edições tiveram a designação de Grande Prémio do Azerbaijão, enquanto a de 2016 foi realizada como Grande Prémio da Europa. Sergio Pérez e Max Verstappen são os únicos pilotos com mais de uma vitória em Baku, com dois triunfos cada, e a Red Bull é a equipa mais bem-sucedida no circuito, com cinco vitórias.
Charles Leclerc detém o recorde de pole positions, tendo partido da frente da grelha por quatro vezes. Sérgio Pérez é o piloto com mais pódios em Baku (5), com a Mercedes a ser a estrutura que mais vezes subiu ao top 3 (8). Charles Leclerc viu uma sequência de quatro pole consecutivas ser interrompida por Max Verstappen em 2025. No entanto, o monegasco nunca venceu em Baku. Apenas por três vezes a pole rendeu a vitória nas nove corridas feitas.
Eyes to the title! 👀
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Nine drivers are mathematically in contention in the Drivers' Championship heading into Baku 🤯#F1 #AzerbaijanGP pic.twitter.com/D3oEMnZxe9
Os pneus
A Pirelli escolheu os três compostos mais macios da gama, C3 duros, C4 médios e C5 macios, para uma prova cuja estratégia mais provável aponta para uma única paragem.
O traçado de Baku combina setores técnicos pelas ruas da cidade velha, incluindo curvas a 90 graus, com retas longas onde os monolugares atingem velocidades muito elevadas. Algumas zonas das curvas 2, 3 e 4 foram reasfaltadas, mas a intervenção, limitada a áreas específicas, não deverá alterar o comportamento dos pneus.
Como é habitual num circuito urbano, a aderência inicial deverá ser baixa, embora a evolução da pista seja significativa ao longo do fim-de-semana, à medida que a borracha se acumula no asfalto. O piso relativamente liso e pouco abrasivo deverá resultar em desgaste e degradação muito reduzidos, favorecendo uma corrida com apenas uma paragem.
WE ARE SO BAKU! 🥳💪
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It's Race Week on the streets of Azerbaijan's capital 🇦🇿#F1 #AzerbaijanGP pic.twitter.com/j0RtQKi2fK
A exigência da pista
A escolha deste ano é um nível mais dura do que a de 2025, quando o C6 foi utilizado como macio. Esse composto não foi usado na corrida, pois os pilotos optaram por prolongar os stints em pista e manter maior flexibilidade estratégica com os C5 e C4. O C5 poderá permitir turnos de condução particularmente longos, tal como sucedeu recentemente em Monza, enquanto o composto duro poderá ser ignorado por muitas equipas durante a corrida.
O graining poderá surgir sobretudo nas primeiras sessões, devido à baixa aderência, mas não é esperada como um fator decisivo de desempenho. Apesar de urbano, o circuito impõe cargas relevantes nos pneus devido à reta principal muito longa e às várias zonas de aceleração em baixa velocidade, num traçado de travagem e aceleração onde a estabilidade em travagem e a tração à saída das curvas serão determinantes.
A eficiência aerodinâmica também deverá ter peso em Baku, podendo um carro com pouco arrasto beneficiar de uma vantagem clara. A gestão das temperaturas será outro aspeto relevante: o longo período a fundo entre a última curva e a primeira deverá arrefecer os pneus, um efeito ajudado pelos desenvolvimentos no desenho das jantes e que pode aumentar o risco de bloqueios nas travagens fortes, sobretudo no eixo dianteiro.

Embora o clima seja geralmente quente, os edifícios junto ao circuito criam várias zonas de sombra, limitando a subida da temperatura do asfalto e ajudando a controlar o sobreaquecimento dos pneus. E o vento que está previsto para o fim de semana deverá trazer um desafio extra aos homens do volante.
Arguably still the most jaw-dropping moment we've seen on the streets of Baku 😱 #F1 #AzerbaijanGP pic.twitter.com/QvW4jDS05X
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Os horários
O programa também foi antecipado um dia, com os dois primeiros treinos livres agendados para quinta-feira, a qualificação para sexta-feira e a corrida para sábado, às 15h00 locais.
Quinta Feira
- TL1 – 09:30
- TL2 – 13:00
Sexta Feira
- TL3 – 09:30
- Qualificação – 13:00
Sábado
- Corrida – 12:00












A F1 está louca. Essa de o Lawson (9º) ainda estar na luta pelo título, é de gritos. Ainda dou o desconto de considerar o 4º classificado como remotamente possível, mas o 9º? Seria necessário uma enorme catástrofe para tal acontecer. Há ocasiões em que a lógica se sobrepõe à matemática. Esta é uma delas.
O Post diz claramente “Nine drivers are mathematically in contention in the Drivers’ Championship”. Só se estava a referir aá parte matemática e não á parte realista evidentemente
Pois diz, mas é daquelas coisas que se dizem para não estar calado, porque, realisticamente e com muito boa vontade, só três, quanto muito quatro, ainda estão, matematicamente, na luta,