O Rali da Água voltou a ser palco de grandes decisões no CPR. Numa prova marcada pelos azares de alguns dos principais candidatos à vitória, apenas um se manteve firme e longe dos problemas. Rúben Rodrigues / Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2) conquistaram o quarto triunfo da temporada e reforçaram ainda mais a candidatura ao título, quando faltam três provas para o fim da temporada.
Rodrigues venceu apenas dois dos 10 troços disputados nesta prova, mas conseguiu algo que se revelou mais importante do que a velocidade pura: a regularidade. Enquanto se manteve no lote da frente, os seus principais adversários foram saindo de prova, abrindo caminho para mais um triunfo. Rodrigues subiu à liderança do rali na PEC3 e, desde aí, nunca mais largou o primeiro posto.
Viu as desistências de Armindo Araújo / Luís Ramalho (Škoda Fabia RS Rally2), Hugo Lopes / Magda Oliveira (Hyundai i20 N Rally2), Gonçalo Henriques / Gonçalo Cunha (Hyundai i20 N Rally2) e João Barros / Jorge Henriques (Škoda Fabia RS Rally2), os furos de José Pedro Fontes / Inês Ponte (Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale) e Rafael Rêgo / Nuno Mota Ribeiro (Toyota GR Yaris Rally2) que depois acabou por ter de desistir com um problema mecânico já perto do fim, e o azar na Super Especial de Pedro Almeida / António Costa (Toyota GR Yaris Rally2).
Rodrigues levou a melhor com 14,8 segundos de vantagem sobre os segundos classificados, Ricardo Teodósio / José Teixeira (Citroën C3 Rally2), que levam para casa o troféu dos Masters.
Armindo Araújo até começou ao ataque, mas a avaria do seu Škoda permitiu a Rodrigues saltar para o topo. O adversário mais próximo passou a ser Rafael Rêgo, que terá feito a melhor prova do ano, com velocidade e regularidade, apenas atrapalhado por um furo que lhe roubou a hipótese de lutar por um bom resultado — estávamos já na PEC7, com a PEC8 a confirmar a desistência do piloto que chegou a estar a apenas 1,4 segundos do líder. Com Rodrigues já em modo de gestão, Teodósio foi-se aproximando, consolidando o segundo lugar, à frente de Guilherme Meireles / Pedro Alves (Škoda Fabia Rally2 evo), que terminaram o rali num saboroso pódio.
José Pedro Fontes vingou-se do azar e venceu duas especiais, incluindo a Power Stage (terminou em quarto da geral), com Pedro Almeida a ganhar dois pontos no derradeiro troço da prova e Ricardo Teodósio a ficar com o último ponto da especial. Pedro Meireles / Mário Castro (Škoda Fabia RS Rally2), quartos na Power Stage, terminaram o rali na quinta posição, à frente de Almeida, com Iago Gabeiras / Ian Quintana Fernández (Hyundai i20 N Rally2), Henrique Moniz / Jorge Diniz (Škoda Fabia RS Rally2) e Rui Borges / Inês Veiga (Škoda Fabia Rally2 evo) a fechar as contas dos RC2.
No que diz respeito aos 2RM, triunfo sem margem para dúvidas de João Rodrigues / Bruno Carvalho (Peugeot 208 Rally4), que conquistaram também a vitória na Peugeot Rally Cup Portugal. Com sete triunfos nas 10 especiais do rali, fica claro o domínio da dupla, que fechou o rali com 41 segundos de vantagem para Pedro Silva / Valter Cardoso (Lancia Ypsilon Rally4 HF), com Luís Caetano / David Monteiro (Peugeot 208 Rally4) a completar o pódio e a vencerem nos Júniores.
O duelo de Rodrigues com Hélder Miranda / Mariana Machado (Peugeot 208 Rally4) acabou por não se materializar, com uma saída de pista de Miranda no primeiro troço do dia de hoje, que deixou o líder do rali mais à vontade. Ainda que à distância, Anton Korzun / Pavlo Kononov (Peugeot 208 Rally4) tentaram aproximar-se da frente, mas um acidente na PEC8 deixou o líder com ainda mais margem para gerir. Korzun e Silva estavam a proporcionar uma boa luta pelo segundo lugar, que terminou prematuramente. João Rodrigues leva assim o triunfo e os três pontos da Power Stage, com Pedro Câmara / João Câmara (Peugeot 208 Rally4) a levar dois pontos, após o furo do primeiro dia. O último ponto da Power Stage foi entregue a Caetano.
Mário Matias (Peugeot 208 Rally6) estreou-se a vencer no FPAK Júnior Team, depois de primar pela regularidade, assumindo o comando, que não mais largaria, quando, a quatro troços do final, Guilherme Nunes (Peugeot 208 Rally6) furou, perdendo mais de 7 minutos e caiu para terceiro. Nessa altura já Ricardo Soares (Peugeot 208 Rally6) abandonara, por avaria. Leandro Costa (Peugeot 208 Rally4) andou sempre nos lugares do pódio e o segundo lugar final premiou o seu andamento, enquanto Francisco Fontes (Lancia Ypsilon Rally6) saiu de estrada na oitava das dez “especiais”. José Coelho Lima (Lancia Ypsilon Rally6), que regressou em super-rali, fechou a tabela classificativa.
Foto: Zoom Motorsport










Este articulista na minha modesta opinião deixa muito a desejar. Aliás parece-me que constrói os artigos baseado nos sites que dão resultados e comentários.Ou seja, reportagens feitas em casa.E os termos que usa são tão estranhos que até parece que nunca acompanhou rallyes.Fico por aqui.