O primeiro dia de testes em Madring permitiu finalmente obter as primeiras provas da exigência do novo traçado madrileno. E se o desenho da pista já deu muito trabalho aos pilotos, os pneus também vão dar dores de cabeça com elevados níveis de graining registados.
A pista apresentou desde início bons níveis de aderência o que reforça o bom trabalho feito pela Vialsil com a sua máquina de water blasting que permitiu que os pilotos tivessem níveis apreciáveis de grip desde as primeiras voltas. Mas essa aderência tem provocado desgaste nos pneus do lado direito, quer dianteiro, quer traseiro, também muito por culpa da Monumental e das suas elevadas forças.
Simone Berra, engenheiro chefe da Pirelli fez um balanço do primeiro dia e apontou os pneus duros como a opção mais forte para o dia da corrida:
“Hoje foi um dia particularmente importante, pois permitiu que tanto nós como as equipas recolhêssemos os primeiros dados reais num circuito completamente novo. Infelizmente, a bandeira vermelha a meio da segunda sessão de treinos livres reduziu tanto o número como a duração dos stints longos, limitando a quantidade de informação disponível do ponto de vista da corrida. Observámos graining nos pneus dianteiros e traseiros esquerdos, em alguns casos bastante significativo, o que contribuiu para acelerar o desgaste nos carros mais propensos a derrapagens. As diferenças entre as equipas já se estão a tornar evidentes no que diz respeito à capacidade de gerir os pneus de forma mais eficaz ao longo de um stint.
As condições da pista foram muito boas desde o início, com níveis de aderência entre os mais elevados observados até agora nesta época. A combinação de elevada aderência e uma superfície da pista muito lisa favoreceu o aparecimento de graining, embora isto deva diminuir ligeiramente à medida que o circuito continua a evoluir, uma tendência que já se fez sentir ao longo do dia. O pneu duro representa a opção mais importante para a corrida, dados os níveis de degradação superiores aos inicialmente esperados e as altas temperaturas que se prevê que persistam nos próximos dias. A diferença de desempenho entre os compostos médio e macio revelou-se menor do que o previsto, situando-se, em média, em cerca de meio segundo.
De olho na sessão de qualificação de amanhã [hoje], será fundamental tirar o máximo partido da primeira volta rápida para evitar o início da degradação térmica, ao mesmo tempo que se gere cuidadosamente o tráfego, o que poderá revelar-se um fator decisivo neste circuito”.










