Elfyn Evans admitiu que adotou uma estratégia demasiado conservadora no Rali do Paraguai, após ver a sua vantagem no Campeonato do Mundo de Ralis encurtar para 20 pontos a três provas do fim. O piloto britânico terminou a oitava ronda da temporada na quarta posição, a 45,1 segundos do vencedor e colega de equipa Sami Pajari, que alcançou o seu terceiro triunfo consecutivo.
Evans chegou à América do Sul com uma vantagem de 30 pontos sobre Pajari, mas viu essa margem reduzida em um terço após enfrentar problemas com os pneus na sexta-feira, que lhe custaram cerca de um minuto e a liderança inicial. O incidente condicionou a sua toada no sábado, optando por uma postura cautelosa para evitar novos furos, numa altura em que as condições climatéricas se revelaram menos severas do que o previsto: “Fomos demasiado conservadores no sábado, verdadeiramente”, admitiu Evans, acrescentando que a equipa tentou evitar novas falhas de pneus após os drama da jornada inaugural. “No fim, pois bem, não correu muito bem para nós”, lamentou.
A prudência permitiu que o piloto da Hyundai, Adrien Fourmaux, recuperasse terreno e ultrapassasse o britânico no fim do segundo dia, relegando-o para o quarto lugar final, a 5,1 segundos do pódio. Apesar do desfecho, Evans garantiu pontos importantes ao ser quinto na classificação de domingo e quarto na Power Stage.
Com três provas por disputar no Chile, em Itália e na Arábia Saudita, e um máximo de 105 pontos em jogo, Evans lidera agora o campeonato com 216 pontos, contra 196 de Pajari e 175 de Oliver Solberg.
O Rali do Paraguai expôs o risco de uma abordagem excessivamente conservadora para Elfyn Evans: o piloto da Toyota privilegiou a sobrevivência, e saiu do Paraguai ainda a controlar a luta pelo título, mas já não pode limitar-se a gerir a vantagem: perante a confiança crescente de Pajari e a sua sequência de vitórias, terá de recuperar agressividade e equilíbrio entre prudência e velocidade nas três últimas provas, sob pena de transformar uma liderança confortável numa desvantagem decisiva na reta final.
“Antes cair a lutar do que murchar à espera.”








