Não era a festa de despedida que Max Verstappen queria na última edição do GP dos Países Baixos, a sua corrida de casa. Com o fim do contrato entre a F1 e o circuito, Zandvoort vai deixar de receber a competição, ficando arredada a grande festa neerlandesa que se criou e ganhou força às costas da sua estrela local, Verstappen. A despedida foi amarga em vários sentidos.
Verstappen chegou a Zandvoort pouco depois de pousar a caneta com que assinou a renovação de contrato com a Red Bull, com um vínculo que se estende agora até 2030, catapultando-o para o topo da lista dos mais bem pagos, com alguns relatos a apontarem valores entre os 92 e os 115 milhões de euros anuais. Um valor astronómico que o coloca longe de Lewis Hamilton e numa outra galáxia no que diz respeito aos restantes pilotos da grelha. Mas a celebração do novo acordo não foi a melhor.
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— Oracle Red Bull Racing (@redbullracing) August 23, 2026
Verstappen doente durante o fim de semana
O neerlandês chegou doente ao fim de semana em que a F1 voltou a competir depois da pausa de verão. O #3 reconheceu isso no final da corrida: “Não me tenho sentido bem, por isso estou só ansioso pela semana de pausa em que possa simplesmente recuperar, porque realmente não me tenho sentido bem.” Apesar do esforço físico, Verstappen ainda tentou tudo para sair com um bom resultado, tarefa que rapidamente percebeu que seria ingrata, dada a prestação do carro neste fim de semana.
Mas esse esforço acabaria prematuramente com um acidente logo no início da corrida, que motivou a desistência. Com a pista ainda molhada da chuva que tinha caído, Verstappen perdeu o controlo do carro na última curva e embateu violentamente contra as proteções. A explicação foi tão simples quanto o acidente:
“Apanhou-me desprevenido. Ainda estava bastante molhado naquela curva. E depois, assim que vi a zona seca a aproximar-se, disse para mim mesmo que já se podia acelerar, mas claramente isso não funcionou. Portanto, provavelmente ainda era demasiado cedo. Foi uma pancada considerável, mas já levei piores… Foi uma pena como a minha corrida terminou hoje, mas estou bem.”
Max Verstappen crashes out at Zandvoort 🎥
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Análise realista do piloto ao estado atual da equipa
Foi um ponto final prematuro para o piloto, que sabia à partida que não teria uma tarde fácil. As dificuldades da Red Bull foram evidentes ao longo do fim de semana e poucos foram os que apostaram num bom resultado da equipa. O veredito de Verstappen confirma o que se esperava:
“Acho que, no geral, tivemos um fim de semana dececionante em termos de ritmo. Simplesmente não conseguíamos lutar com os pilotos da frente, e essa é provavelmente a parte mais dececionante. Claro que gostava de ter conseguido fazer um pouco mais na corrida. Mas olhando para o ritmo que estamos a mostrar, acho que não era realmente possível de qualquer forma. Ainda assim gostava de correr, gostava de ter tentado e feito um bom trabalho. Espero que em Monza possamos ser um pouco mais competitivos.”
O neerlandês traçou também um cenário realista e pouco animador do estado da equipa neste momento:
“Quero mais, mas é preciso ser realista. Esta época somos a quarta equipa mais rápida, portanto não chegamos a Zandvoort e, de repente, conseguirmos fazer coisas mágicas. É simplesmente como é. Outras equipas trouxeram melhorias; nós não. Quando já se está em desvantagem, isso coloca-nos ainda mais em desvantagem. Portanto, não é nada surpreendente; é simplesmente a realidade em que vivemos.”

Laurent Mekies fala em retrocesso
Laurent Mekies confirmou o diagnóstico feito pelo seu piloto. No final da corrida, o diretor da equipa fez um balanço negativo do que a equipa conseguiu neste fim de semana, apesar de Liam Lawson ter conseguidos pontos com o sétimo lugar alcançado, a única nota positiva:
“Um fim de semana difícil aqui em Zandvoort. Antes de mais, o mais importante é que o Max está bem. Foi um choque bastante grande, e estamos todos contentes por vê-lo sair do carro ileso, e isso é o que mais importa hoje. Em termos de desempenho, acho que não há onde nos escondermos. Foi um fim de semana muito difícil. Parece que demos um pequeno passo atrás em comparação com onde estávamos antes da pausa de verão”.
“Claro que nunca saberemos qual teria sido o ritmo real do carro na corrida com o Max. Mas é justo dizer que, sessão após sessão, pareceu mais difícil do que foi em Budapeste, em Spa ou na Áustria. Muito trabalho para fazermos, para nos reagruparmos e percebermos se é simplesmente a concorrência que fez um trabalho melhor do que nós nas melhorias, ou se algo nos limitou mais do que devia aqui em Zandvoort. Essa será a nossa tarefa nas próximas duas semanas, antes de voltarmos a lutar em Monza.”
Fotos: MPSA









