Fernando Alonso terminou em 22º e último na qualificação sprint do Grande Prémio dos Países Baixos, enquanto Lance Stroll ficou em 19º, deixando a Aston Martin-Honda fora da SQ2 em Zandvoort.
A equipa chegara ao circuito neerlandês com expectativas renovadas, depois dos sinais positivos da atualização introduzida no Grande Prémio da Hungria e da estreia da unidade de potência Honda Spec 2. No entanto, o novo conjunto revelou dificuldades logo no primeiro teste competitivo. Alonso saiu largo na Curva 1 e reportou vibrações intensas nas retas. Após a sessão, explicou que a resposta do motor dificultava as travagens, por fornecer potência excessiva quando o acelerador permanecia aberto.
Asa traseira agravou o resultado
A análise posterior da Aston Martin indicou que o pior tempo de Alonso não resultou apenas do comportamento do motor. Uma falha no sistema de aerodinâmica ativa deixou a asa traseira fechada nas retas, aumentando o arrasto, reduzindo a velocidade máxima e consumindo mais rapidamente a bateria.
O problema provocou uma desvantagem de 20 km/h na aproximação à Curva 1 e custou cerca de 2,3 segundos até ao vértice da curva. Entre as Curvas 10 e 11, Alonso perdeu ainda dois décimos. Uma estimativa de 2,5 segundos adicionais colocaria o piloto num tempo suficiente para avançar à SQ2, embora Stroll, sem a mesma falha identificada, também tenha sido eliminado.
Honda precisa de recalibrar o motor
A Spec 2 foi desenvolvida ao abrigo do sistema de oportunidades adicionais de desenvolvimento da Fórmula 1. A Honda terá agora de rever a calibração do motor, sobretudo a entrega de potência e a recuperação de energia. O resultado aumenta também as dúvidas sobre o futuro de Alonso na Aston Martin, numa altura em que o espanhol continua associado a uma possível mudança para a Alpine.
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