Liderança a um suspiro, drama nos troços e críticas duras marcaram a manhã de Miguel Nunes. O piloto do Skoda evitou por pouco o “pesadelo” de apanhar um adversário ‘atrapalhado’ na estrada. A manhã de rali transformou-se num verdadeiro teste de nervos para Miguel Nunes. Ao volante do seu Skoda Fabia RS Rally2, o piloto madeirense fechou a primeira metade da etapa a escassos 1,6 segundos da liderança, agora provisoriamente nas mãos de Giandomenico Basso. Mas os números frios da classificação escondem uma manhã de pura adrenalina, ziguezagues entre o perigo e o alívio de ter evitado o pior.
À chegada à zona de assistência, de regresso ao asfalto seguro, o balanço foi feito com a franqueza de quem teve alguma sorte: “A manhã foi bastante boa para nós, mas a primeira PEC foi um bocadinho anormal logo na parte inicial. Apanhámos pedras do acidente do Kris Meeke e depois encontrámo-lo lá, mas ele facilitou a passagem, embora se acabe sempre por perder algum tempo.”
Se o susto inicial passou, o verdadeiro teste de nervos estava reservado para o troço seguinte. Com a sorte a sorrir-lhe no momento de definir a ordem de partida, Nunes evitou o que considerava ser uma autêntica roleta-russa desportiva: “Na segunda entrámos bem, correu bastante bem, e tivemos a felicidade de conseguir sair à frente do Kris Meeke. Se ele tivesse ido à nossa frente, ia certamente condicionar-nos bastante.”
Sem esconder o desagrado perante a gestão da situação no troço, o piloto não poupou nas críticas à decisão de permitir que o bólide avariado de Meeke regressasse à estrada: “Tinha a certeza absoluta que ele se iria arrastar ao longo da classificativa, e podiam surgir situações de perigo com isso. Há zonas muito rápidas onde ele ia ter de ir devagar com carros atrás muito rápidos, e, portanto, podia perfeitamente haver um acidente.”











