A Fórmula 1 chegou a Spa-Francorchamps para disputar o Grande Prémio da Bélgica, penúltima corrida antes do intervalo de verão, num traçado conhecido pela exigência técnica que coloca aos pilotos. Com 7,004 quilómetros, integra o calendário do Mundial desde 1950, sendo marcado por retas prolongadas, curvas rápidas e o maior desnível de todo o campeonato.
Os números
Será a 71.ª edição do Grande Prémio da Bélgica, prova que já contou com 58 provas em Spa-Francorchamps, além de dez edições em Zolder e duas em Nivelles. Michael Schumacher é o piloto com mais vitórias na história do Grande Prémio da Bélgica, somando seis triunfos, tendo conquistado a primeira vitória da carreira precisamente em Spa, em 1992, ao volante de um Benetton. Foi também Schumacher que, em 1995 conseguiu vencer, largando da 16ª posição. Lewis Hamilton e Ayrton Senna seguem-se na lista de vencedores, cada um com cinco vitórias na corrida. Entre os construtores, a Scuderia Ferrari é a equipa com mais sucessos na prova, com 18 vitórias, três acima da McLaren. Hamilton é o homem com mais poles conquistadas, 6, contra 4 de Juan Manuel Fangio e Ayrton Senna. A Ferrari é equipa que mais poles conquistou (13) e mais vitórias (14), com a McLaren a ter menos uma pole e menos uma vitória. Hamilton é também o piloto com mais pódios (11), à frente de Schumacher (9) e Alain Prost (7). A Ferrai conta com 43 pódios, contra 28 da McLaren. Oscar Piastri foi o vencedor no ano passado, um ano após Lewis Hamilton quebrar uma série de três triunfos consecutivos de Max Verstappen.
O traçado e os pneus
A localização na floresta das Ardenas confere ao circuito um microclima próprio, o que faz com que, em dias de chuva, as nuvens demorem mais tempo a afastar-se da zona, mantendo o piso húmido e alterando as condições do asfalto. Nessas circunstâncias, é comum existirem simultaneamente partes secas e molhados na pista, o que complica a decisão entre pneus slicks e intermédios.

Para este Grande Prémio, a Pirelli selecionou os compostos C2, C3 e C4, e o traçado belga situa-se entre os mais exigentes do ano para os pneus em termos de esforços e cargas, ainda que abaixo dos níveis registados em Silverstone ou Suzuka. Depois de uma repavimentação total há alguns anos, o asfalto costuma apresentar pouca aderência no início do fim de semana, algo que poderá ser atenuado pela borracha deixada na pista durante as recentes 24 Horas de Spa, disputadas no âmbito das corridas GT. Do ponto de vista técnico, o circuito divide-se em três setores distintos: um primeiro rápido, com uma longa reta propícia a ultrapassagens; um segundo mais sinuoso e descendente, com curvas de velocidade média; e um terceiro mais fluido, num ligeiro aclive.
A chegada de novas soluções aerodinâmicas deverá ajudar as equipas a equilibrar melhor a carga aerodinâmica, permitindo maior downforce nas zonas técnicas sem comprometer o desempenho nas retas graças ao modo específico para essas secções; à semelhança do que se verificou em Silverstone, a forma como os pilotos gerem e recarregam a unidade motriz deverá ser determinante para o resultado.
As temperaturas elevadas registadas durante as 24 Horas de Spa, que ultrapassaram os 55 °C no asfalto, apontam para um cenário de maior desgaste térmico dos pneus, aumentando a probabilidade de se optar por estratégias com duas paragens. No entanto, as previsões apontam para temperaturas amenas, apesar de as temperaturas registadas esta semana serem elevadas.
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— Formula 1 (@F1) July 15, 2026
Horários
Sexta-Feira
- TL1 – 12:30
- TL2 – 16:00
Sábado
- TL3 – 11:30
- Qualificação – 15:00
Domingo
- Corrida – 14:00








