Lewis Hamilton garantiu a pole-position para a corrida Sprint do Grande Prémio da Grã-Bretanha de 2026. Ao volante do Ferrari SF-26, o nove vezes vencedor em Silverstone bateu o jovem Kimi Antonelli (Mercedes) por uns escassos 0,011 segundos, após ter dominado todas as sessões eliminatórias desta sexta-feira. Max Verstappen, da Red Bull, garantiu a terceira posição da grelha: “É sempre especial regressar a esta pista que amo tanto”, assumiu Hamilton, visivelmente emocionado diante do público local, atribuindo à energia dos adeptos o ganho da centésima decisiva sobre Antonelli.
As reações do pelotão
O primeiro dia em Silverstone definiu as expectativas das formações, cujas posições e análises se sintetizam de seguida:
Ferrari surpreende e lidera no arranque
Hamilton dominou as sessões decisivas, confirmando o bom ritmo já demonstrado nos treinos livres. “É sempre especial correr aqui e conquistar a pole para a Sprint torna tudo ainda mais significativo”, afirmou o britânico, destacando o apoio do público.
Charles Leclerc, quarto classificado, admitiu ter ficado aquém do potencial máximo: “Faltou-me aquele último detalhe para extrair tudo do carro.” Já o chefe de equipa, Frédéric Vasseur, considerou o resultado “um arranque ideal”, sublinhando que o foco passa agora por converter desempenho em pontos.
Mercedes e Red Bull na perseguição
A Mercedes apresentou um Antonelli competitivo, que ficou muito perto da pole. “É frustrante falhar por tão pouco, mas temos tudo para lutar pela vitória na Sprint”, afirmou o italiano. George Russell, quinto, reconheceu falta de ritmo face aos líderes.
Do lado da Red Bull, Verstappen garantiu o terceiro lugar, mas admitiu dificuldades: “Ainda não estamos onde queremos.” Isack Hadjar, oitavo, mostrou-se próximo dos melhores, apesar de um erro na volta final.
McLaren e Racing Bulls mantêm-se na luta
A McLaren ficou aquém do esperado, com Lando Norris em sexto após problemas técnicos iniciais. “Sentimos que havia mais potencial”, admitiu. Oscar Piastri, sétimo, apontou limitações estruturais no ritmo do monolugar.
Em contraste, a Racing Bulls voltou a colocar ambos os carros no top 10. Liam Lawson destacou o equilíbrio do carro, enquanto Arvid Lindblad considerou o resultado “positivo”, apesar de dificuldades na volta final.
Meio do pelotão em disputa intensa
A Alpine ficou à porta do top 10, com Pierre Gasly em 11.º. “Estamos perto, mas não o suficiente”, resumiu o francês. Franco Colapinto evidenciou dificuldades de consistência.
Na Audi, Gabriel Bortoleto e Nico Hülkenberg terminaram em 12.º e 13.º, respetivamente. “Há sinais encorajadores, mas não maximizamos tudo”, afirmou o alemão.
A Williams introduziu uma nova asa dianteira, com Carlos Sainz a destacar “um pequeno passo em frente”, embora ainda distante dos lugares pontuáveis. Alex Albon corroborou a evolução, mas admitiu limitações.
Haas, Cadillac e Aston Martin em dificuldades
A Haas voltou a evidenciar perda de competitividade, com Oliver Bearman a lamentar a fase atual: “Estamos a lutar para sair da Q1.” Esteban Ocon reforçou a necessidade de evolução urgente.
A Cadillac continua em fase de crescimento, com Sergio Pérez a salientar progressos: “Estamos a aproximar-nos dos rivais diretos.” Valtteri Bottas destacou a necessidade de mais dados.
Já a Aston Martin enfrentou um dia difícil, ocupando as últimas posições. Fernando Alonso admitiu que o resultado “não surpreende”, enquanto Lance Stroll apontou para melhorias apenas com futuras atualizações.
Pneus e estratégia em foco
A Pirelli confirmou que a degradação dos pneus esteve dentro do अपेctado, com diferenças reduzidas entre compostos. Segundo o diretor Dario Marrafuschi, a Sprint poderá oferecer várias abordagens estratégicas, com o composto macio a surgir como opção viável. Com diferenças mínimas entre os principais candidatos, a corrida Sprint deste sábado antecipa um duelo intenso em Silverstone, onde estratégia e execução poderão ser determinantes.
FOTO MPSA Agency










