Frédéric Vasseur, chefe de equipa da Ferrari, confirmou de forma direta que Lewis Hamilton continuará na Scuderia durante a temporada de 2027, dissipando assim qualquer dúvida sobre o futuro a longo prazo do britânico em Maranello. Apesar de a Ferrari não ter oficializado a duração exata do contrato através dos seus canais habituais, as declarações do dirigente francês garantem a continuidade do heptacampeão mundial.
Até este momento, a permanência de Hamilton para 2027 nunca tinha sido garantida publicamente a cem por cento, apesar de o próprio piloto ter sempre insistido que o seu vínculo com a marca italiana se estendia para além de 2026. Hamilton chegou a comparar a sua situação à do seu ex-companheiro George Russell, apontando que a Ferrari provavelmente não emitiria um comunicado formal de renovação para anunciar a sua continuidade.
A confirmação definitiva surgiu através de uma entrevista de Vasseur ao jornal italiano Corriere della Sera. Perante a pergunta direta sobre se o paddock já podia dar como certa a presença de Hamilton na grelha de 2027, o jornal questionou: “Podemos anunciá-lo? O Hamilton vai ficar em 2027?”. Vasseur respondeu com um categórico “Sim”, encerrando assim os rumores que colocavam o britânico fora de Maranello.
Vasseur fez ainda um exercício de autocrítica sobre a chegada de Hamilton à equipa, reconhecendo que subestimou o desafio que representava para o piloto mudar de ambiente após toda uma vida ligada à Mercedes. A temporada de 2025 foi particularmente difícil para o britânico, que teve dificuldades em adaptar-se à geração anterior de monolugares de efeito solo e viu Charles Leclerc mostrar-se claramente superior em vários momentos. O cenário em 2026, contudo, mudou radicalmente graças ao novo regulamento e a um ano completo de rodagem no ambiente de Maranello, que devolveram à grelha a versão mais competitiva de Hamilton. Vasseur explicou:
“No ano passado subestimei a magnitude da transição da Mercedes para a Ferrari. Tudo era novo para ele, e o Lewis não é dos pilotos que mudam de equipa de dois em dois ou de três em três anos, como o Sainz. Agora conhece as ferramentas, as pessoas e a nossa abordagem. E, com os bons resultados, entrou numa espiral positiva.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA









