A Mercedes concluiu o Grande Prémio do Canadá com sentimentos contraditórios, depois de Kimi Antonelli ter conquistado a sua quarta vitória consecutiva enquanto George Russell abandonou na liderança da corrida com uma falha na unidade motriz. O chefe de equipa Toto Wolff classificou o resultado como “agridoce”, reconhecendo simultaneamente a força da prestação da equipa e a frustração de perder um dos carros. No entanto, Wolff considerou a luta um pouco intensa demais.
Russell, que partiu da pole position, perdeu terreno na largada para Antonelli e Lando Norris, mas recuperou para a liderança num duelo interno de grande intensidade, com trocas de posição, travagens queimadas e momentos roda com roda, embora quase sempre dentro dos limites. Antonelli mostrou-se ligeiramente mais rápido, enquanto Russell usou a sua maior experiência e compostura, numa batalha que só terminou quando o britânico abrandou subitamente e imobilizou o carro com problemas. Com a vitória, Antonelli alargou a vantagem no campeonato para 43 pontos. A equipa soma agora cinco vitórias consecutivas no arranque da temporada.
“É sempre um sentimento agridoce quando se vence o Grande Prémio com um carro, mas o outro abandona sem culpa do piloto” disse Wolff. “Estamos muito felizes como equipa por conseguir a nossa quinta vitória consecutiva no arranque da temporada. Parabéns ao Kimi pela sua quarta vitória; não é fácil e mostra o quanto ele progrediu esta época. Lamento pelo George, que fez um fim de semana soberbo. Conquistou a pole tanto para o Sprint como para o Grande Prémio, venceu a Sprint ontem e estava a liderar a corrida quando teve o problema na unidade motriz. Tem tido algum azar até agora este ano, mas sabemos o quanto é resiliente e como vai recuperar disto. É uma época muito longa e estamos apenas no início.”
“Nem sempre é fácil ver os nossos carros a batalhar como estavam nas fases iniciais, mas foi uma grande corrida. Talvez tenha sido um pouco demasiado próximo para o nosso conforto por vezes, mas tanto o George como o Kimi correram de forma dura, mas justa. Tínhamos a vantagem de ritmo que nos permitiu manter a diferença para o grupo perseguidor, e isso foi importante. Tenho a certeza de que veremos muitas mais corridas emocionantes como esta no ano que aí vem.”
Foto: MPSA










