António Félix da Costa vive uma temporada de Fórmula E marcada por altos e baixos, exibições de grande qualidade e uma série de incidentes sem culpa própria, numa época que o próprio admite ter sido “difícil” de gerir.
O piloto português, que trocou a Porsche pela Jaguar, adaptou-se com facilidade à nova equipa e afirmou-se como figura central no projeto Gen4 da marca britânica. Após um primeiro fim de semana de adaptação, que acabou com nota positiva, apesar do primeiro incidente do ano, o piloto de Cascais ficou claramente entusiasmando com o seu nível logo na primeira jornada.
A velocidade nunca foi um problema para o campeão da Temporada 6, que regista uma das melhores marcas de qualificação do campeonato, com oito presenças nos duelos nos primeiros dez rondas, tendo partido sempre dentro dos dez primeiros. Contudo, as corridas têm sido palco de uma série de incidentes: Félix da Costa foi atingido em seis das dez provas realizadas, envolvendo colisões em São Paulo, Cidade do México, Miami, Berlim e Mónaco, com adversários como Pepe Martí, Felipe Drugovich, Nico Müller, Dan Ticktum e Edoardo Mortara.
Apesar disso, o piloto luso somou vitórias em Jidá e Madrid, e recuperou de um toque no arranque da segunda corrida no Mónaco para terminar no pódio. Com 80 pontos, ocupa o sexto lugar do campeonato, a 48 pontos do líder e companheiro de equipa Mitch Evans, com sete corridas por disputar.
“Acho que já disse, simplesmente não consigo acreditar no que me está a acontecer este ano. Acredito muito que estas coisas nos são lançadas para construir caráter, e tenho vivido emoções fantásticas ou muito tristes. As últimas duas semanas têm sido complicadas. [No sábado], quando aquilo aconteceu [com Dan Ticktum], pensei: ‘Porquê outra vez?’ Mas acredito verdadeiramente que Deus tem um plano para tudo o que nos é lançado. Por isso, sim, estou feliz por ter conseguido a recuperação, e acho que isso mostra que nunca, nunca devemos desistir.”
“Difícil. Mas acho que estou rodeado de pessoas fantásticas e sou eu e esta equipa, estamo-nos a conhecer muito bem, e trabalharemos bem juntos daqui para a frente. Eles vão ajudar-me a gerir as minhas emoções e os meus objetivos, e continuaremos a trabalhar bem juntos.”
A juntar à época exigente na Fórmula E, AFC teve um fim de semana para esquecer em Spa, com um final de corrida completamente falhado. A tudo isto, o piloto responde com o habitual sorriso e leveza, com a confiança no seu trabalho e talento. Há época que fazem campeões pelos sucessos. Parece que 2026 está destinado a ser o ano em que Félix da Costa se torna o campeão da resiliência.












