António Félix da Costa voltou a sair penalizado por um incidente alheio no E-Prix do Mónaco, depois de um toque com Edoardo Mortara o ter feito cair de segundo para 15º, já depois de ter garantido um lugar na primeira linha da grelha. Um dia depois de ver a primeira corrida comprometida por um choque com Dan Ticktum quando ambos discutiam o pódio, o piloto português sofreu novo revés na segunda prova do fim de semana, desta vez à saída do túnel, na chicane onde voltou a ficar fora da luta pelos lugares cimeiros.
O episódio reforçou a sensação de um fim de semana particularmente ingrato para o único piloto português em competição. Depois do que sucedera na véspera, quando Ticktum se moveu em travagem numa manobra proibida e empurrou o Jaguar para os rails, o segundo incidente voltou a comprometer uma corrida em que Félix da Costa parecia ter argumentos para discutir o pódio.
O lance com o piloto português teve também consequências imediatas na frente da prova. A direção de corrida aplicou a Mortara uma penalização de 10 segundos por causar a colisão na Curva 10, deixando a liderança do piloto da Mahindra sob forte ameaça, apesar de este se manter em pista na frente naquele momento.
Félix da Costa sem recompensa para o andamento mostrado
Para Félix da Costa, o desfecho volta a contrastar com o potencial demonstrado ao longo do fim de semana. Depois de um sábado marcado pelo acidente quando lutava pelo pódio já perto do final, o domingo arrancara com um sinal claro de recuperação através do lugar na primeira linha da grelha.
Mas, tal como na véspera, a corrida acabou por ser definida menos pelo seu andamento do que por um incidente decisivo na fase crítica da prova. Num traçado onde o posicionamento e a gestão de risco são determinantes, o português voltou a ver fugir um resultado forte por razões que escaparam ao seu controlo.










