Jan Solans terminou a sexta-feira no comando do WRC2 no Rally de Portugal, após uma jornada marcada por sucessivas mudanças de líder, diferenças curtas e um equilíbrio invulgar entre os principais candidatos.
O piloto espanhol da Škoda encerrou o dia com 3,7 segundos de vantagem sobre Roope Korhonen, enquanto apenas 10,8 segundos separavam o primeiro do quinto classificado, sinal de uma luta particularmente apertada na categoria.
A sexta-feira começou com Solans a defender a liderança conquistada na véspera, mas o cenário alterou-se rapidamente. Teemu Suninen assumiu o comando depois de ser 3,8 segundos mais rápido do que toda a concorrência numa das primeiras especiais do dia, subindo do quinto lugar em que começara a etapa para a frente da classificação geral do WRC2. A liderança do finlandês, no entanto, durou pouco: na especial seguinte, o piloto do Toyota GR Yaris Rally2 não foi além do 15.º tempo da categoria e caiu de primeiro para quinto, num dos momentos mais decisivos da jornada.
Cachón aproveitou antes da reviravolta
A quebra de Suninen abriu caminho a Alejandro Cachón, que confirmou em Portugal a boa forma já demonstrada no Rali das Canárias. O espanhol assumiu a liderança do WRC2 e conseguiu preservá-la até à SS8, quando foi forçado a desistir antes da partida devido a um problema no alternador. A situação agravou-se porque essa classificativa viria ainda a ser interrompida com bandeira vermelha por razões de segurança, encerrando de forma abrupta um dos capítulos centrais do dia.
Foi nesse contexto que Solans voltou a ganhar protagonismo. Desviado para a partida da SS9, o espanhol capitalizou o azar do compatriota e assinou o melhor tempo na penúltima especial do dia, regressando ao topo da tabela para não mais sair dessa posição até ao parque fechado. A recuperação permitiu-lhe fechar uma sexta-feira instável, mas controlada na fase final, com a liderança intacta.
Top 5 em 10,8 segundos
A derradeira especial ainda trouxe nova alteração entre os lugares do pódio. Korhonen subiu ao segundo posto com o Toyota Yaris Rally2, relegando Yohan Rossel para terceiro. Para o francês, o resultado teve peso adicional: Rossel concluiu com sucesso o primeiro dia completo em terra, ao nível do WRC2, com o Lancia Ypsilon HF Integrale Rally2.
Suninen acabou por salvar o quarto lugar final, uma posição acima daquela com que arrancara para a etapa, enquanto Andreas Mikkelsen fechou o top 5. A proximidade entre todos ajuda a explicar a intensidade da luta: cinco pilotos ficaram comprimidos em apenas 10,8 segundos no final do dia.
Johansson em destaque, Daprà a recuperar
Mais atrás, Mille Johansson prosseguiu aquela que está a ser a sua melhor prova de sempre no WRC2, segurando o sexto lugar no Ford Fiesta Rally2 e com 17,1 segundos de margem sobre Roberto Daprà. O italiano passou a sexta-feira a recuperar terreno, depois dos problemas numa transmissão na quinta-feira que o tinham atirado para fora da discussão principal.
Giovanni Trentin, de 19 anos, voltou também a deixar indicações positivas ao subir ao oitavo posto com o Škoda Fabia, confirmando o estatuto de nome a seguir com atenção nesta edição do Rally de Portugal. Fabrizio Zaldivar e Eric Camilli completaram o top 10 de uma categoria que chegou ao fim do dia em aberto e sem margem para erro.










