Pedro Almeida conquistou o terceiro lugar no Rali de Portugal a contar para o Campeonato de Portugal de Ralis, num resultado que vale pontos importantes para o campeonato, mas que o próprio piloto reconhece não refletir o nível que ambicionava. Numa prova marcada por altos e baixos, Almeida manteve a consistência suficiente para terminar no pódio, mas sabe que tem margem para crescer.
Um arranque menos conseguido na quinta-feira ditou o tom de uma prova irregular, com momentos positivos intercalados com fases menos conseguidas. Ainda assim, o piloto foi gerindo a sua posição e chegou à Power Stage em terceiro lugar, posição que manteve até ao fim, somando um ponto adicional na última especial.
A adaptação ao Toyota GR Yaris Rally2 continua a ser um fator determinante na sua prestação. Com apenas dois ralis e alguns testes de experiência no carro, Almeida reconhece que ainda há muito por descobrir, sobretudo em condições adversas.
“Não foi um rali muito bem conseguido. O resultado foi melhor do que a exibição. Não conseguimos estar no ritmo que queríamos. O objetivo era claramente repetir o que fizemos o ano passado e ser competitivos logo de início, e não fizemos isso. Tivemos um início menos bom e continuámos com alguns altos e baixos, sem grande consistência.”
“O que é facto é que foi mais um terceiro lugar para o campeonato. Conseguimos também mais um ponto na Power Stage. Também queríamos ganhar aqui, mas os outros dois pilotos foram mais rápidos.”
Quanto ao que falta para chegar ao nível que pretende, Almeida reconheceu que precisa de mais tempo aos comandos do GR Yaris Rally2:
“O carro é top, não há dúvida. É muito bom. O que eu precisava era de mais quilómetros. Tenho dois ralis de experiência e dois ou três testes e isso não é suficiente para estar rápido em qualquer condição.”
“Em Amarante, no final, senti-me melhor do que aqui. Aqui, quando as condições estavam boas, como em Mortágua, quando estava seco, também me senti bem. Acho que o pneu não ajudou, mas em boas condições já consigo colocar o carro num bom ritmo. Tenho noção de que ainda há muito para descobrir neste carro, ainda tem muito ritmo para tirar. Mas em condições adversas ainda preciso de alguma adaptação.”
“Agora vamos mudar para o asfalto. Vamos a Lisboa, onde estará a maior parte dos concorrentes, e vamos tentar fazer o melhor trabalho possível. Também será a primeira vez que temos este carro no asfalto. O ano passado só fiz um rali de asfalto, completamente diferente do Rali de Lisboa. Mas vamos fazer o melhor com o tempo que temos.”
Foto: Zoom Motorsport










