Pedro Câmara estreia-se a vencer no CPR 2RM, Peugeot Rally Cup Portugal e Ibérica
Foi chegar, ver e vencer! Pedro Câmara e João Câmara, vindos do triunfo no FPAK Júnior Team de 2025, subiram de patamar para o CPR Duas Rodas Motrizes, e respectivos troféus Peugeot, que venceram, logo no primeiro evento do CPR 2RM, Peugeot Rally Cup Portugal e Peugeot Rally Cup Ibérica, após baterem Hélder Miranda e Mariana Machado por apenas 4,4 segundos no final de uma disputa decidida na derradeira passagem pelo troço da Aboboreira.
Num rali marcado pelo equilíbrio desde a primeira etapa, Emanuel Figueiredo e Ricardo Pinto fecharam o pódio, já a 1m03,3s dos vencedores, enquanto a prova organizada em Amarante, Baião e Marco de Canaveses.

Vitória construída sob pressão
A vitória da dupla composta por tio e sobrinho só ficou selada na Power Stage, depois de Hélder Miranda ainda ter vencido a última especial e reduzido a diferença, sem conseguir, contudo, anular a margem amealhada por Pedro Câmara ao longo da manhã e da primeira metade da tarde.
Depois de entrar no dia decisivo com a liderança ameaçada, Pedro Câmara reforçou a posição com os melhores tempos em Amarante 2 e Marão 2, alargando então a vantagem sobre os perseguidores diretos e colocando-se em posição favorável para discutir o triunfo até ao fim.
A classificação final dos troféus Peugeot ficou assim ordenada com Pedro Câmara e João Câmara no primeiro lugar, seguidos por Hélder Miranda e Mariana Machado, enquanto Emanuel Figueiredo e Ricardo Pinto seguraram o terceiro posto depois de uma prova consistente.
Os carros franceses reservaram todos os lugares da classificação do CPR 2RM até à sexta posição de Nuno Coelho-Ricardo Cunha (Peugeot 208 Rally4), mas tendo em conta que nem todos os concorrentes participam nos troféus Peugeot as classificações são, naturalmente, distintas, que não o que sucede nos troços.
No quarto posto do CPR 2RM ficaram João Rodrigues-Bruno Carvalho (Peugeot 208 Rally4) que tiveram problemas mecânicos que os atrasaram muito – ficaram se direção assistida – terminando o primeiro dia a mais de um minuto da frente, na 11ª posição. Até ao final do rali, só num troço não recuperaram posições na geral, atenuando desta forma as perdas.
Afonso Santos-Alexandre Rodrigues (Peugeot 208 Rally4) foram quintos, na frente de Nuno Coelho, com
Rafael Cardeira-Luis Boiça (Peugeot 208 Rally4) em sétimo e Pedro Silva-Valter Cardoso (Lancia Ypsilon Rally4) a
perderam o quarto posto no derradeiro troço ao terem problemas e perderem dois minutos e meio.
Num rali que não lhes correu da melhor forma, pior ficou no último troço.

Primeira etapa lançou a incerteza
A jornada inaugural começou com três especiais e três vencedores diferentes, um sinal claro do equilíbrio que viria a marcar toda a prova.
Joni Gonçalves foi o mais rápido em Amarante 1, Hélder Miranda respondeu em Marão 1 e João Rodrigues assinou o melhor tempo na super-especial noturna, enquanto Miguel García e Carla Salvat terminaram a primeira etapa na frente da geral dos troféus Peugeot, com apenas 0,7 segundos de vantagem sobre Pedro Câmara e 2,9 segundos sobre Hélder Miranda.
Essa proximidade manteve em aberto a luta pela vitória e pelo pódio logo desde o arranque, num contexto em que várias equipas discutiram posições ao segundo e em que qualquer erro se revelaria potencialmente decisivo.

Desistências mudaram o rumo da prova
O segundo dia começou, porém, com alterações significativas no figurino da classificação, sobretudo após a especial de Amarante 2, marcada por quatro desistências entre protagonistas que até então se encontravam envolvidos nas contas da frente.
Miguel García, Joni Gonçalves, Danny Carreira e Bryn Jones ficaram fora de prova nessa fase, abrindo espaço para Pedro Câmara consolidar a liderança e para Hélder Miranda emergir como principal opositor na luta pelo triunfo.
Mais atrás, Javier Cañada ainda ameaçou aproximar-se do terceiro lugar, mas acabaria por abandonar na última especial, perdendo um quarto posto que parecia praticamente assegurado.
Declarações reforçam dimensão do triunfo
A vitória de Pedro Câmara e João Câmara assume particular significado por representar o primeiro sucesso da época em ambas as competições promovidas pela Peugeot, num ano em que a dupla dá continuidade à evolução evidenciada em 2025, então no âmbito da iniciativa FPAK Júnior Team.
Segundo a Peugeot, os campeões de 2025 desse programa júnior conseguiram agora “tirar todo o potencial” do mais evoluído 208 Rally4, confirmando no terreno a competitividade da estrutura portuguesa no arranque de uma temporada que se antevê disputada.
Ao mesmo tempo, o resultado reforça o estatuto dos troféus Peugeot como plataforma de afirmação de novos valores dos ralis, num contexto em que 19 equipas se apresentaram à partida desta ronda inaugural.
Pedro Câmara e João Câmara acrescentaram ainda à vitória nos troféus Peugeot o triunfo na categoria CPR 2RM e Portugal Júnior, reforçando a dimensão de um fim de semana particularmente bem-sucedido.
Classificação CPR 2RM

Classificação Peugeot Rally Cup Portugal e Ibérica

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