Efeito Retrovisor: Latvala quer usar a nostalgia para travar a queda do WRC…
Não é de agora, há muito que Jari-Matti Latvala defende a integração de carros históricos no atual Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). O finlandês entende que o valor nostálgico e apelo visual são inigualáveis. Latvala acredita que o final da era do Grupo B e o período entre o final dos anos 90 e o início de 2000 foram as melhores fases dos ralis, gerando ainda hoje uma enorme paixão e visibilidade nas redes sociais.
E por isso sugere mesmo a sua integração no WRC: O finlandês sugeriu ao promotor do WRC a possibilidade de combinar classes históricas com os eventos principais, servindo como um elemento de apoio antes ou depois da ação principal. Latvala explica que os carros até ao ano 2000 são mais fáceis de preparar para competição e assemelham-se aos atuais Rally2, permitindo que equipas pequenas os operem de forma viável.
Paralelamente, acha que ver modelos icónicos em prova possa inspirar marcas historicamente bem-sucedidas — como a Subaru — a sentirem um interesse renovado em regressar ao campeonato.
Para Latvala, o entusiasmo dos fãs ao verem máquinas do passado pode servir de guia para o que deve ser feito no futuro do WRC para recuperar o seu antigo brilho.
Não duvidamos que Latvala tem razão, e para o comprovar basta ver o sucesso que têm eventos como o Rally Legend em Itália, o Eiffel Rally na Alemanha, Rally Costa Brava, em Espanha, entre vários outros.
Mas a questão é outra: o que o Promotor e a FIA não fizeram pelo WRC durante anos e anos para que o Mundial de Ralis precise dos carros históricos para ajudar a reerguer-se?












