GP Austrália F1: Russell vence corrida inaugural e lidera dobradinha da Mercedes

Por a 8 Março 2026 05:46

George Russell conquistou a primeira vitória do ano, confirmando o favoritismo da Mercedes para este começo de temporada. Depois de lutas intensas no começo da prova, o poderio da Mercedes foi claro.

Russell não dominou a corrida, pois o arranque fulgurante da Ferrari não o permitiu. Charles Leclerc proporcionou uma luta intensa com Russell, mas o desenrolar da corrida mostrou claramente a força da Mercedes. Kimi Antonelli, com um mau começo, conseguiu recuperar até ao segundo lugar que manteve até ao fim. Do lado da Ferrari, vimos uma Scuderia com potencial para chegar às vitórias, mas hoje, a velocidade da Mercedes foi demasiado forte. Charles Leclerc terminou no pódio e Lewis Hamilton ficou em quarto, à frente de Lando Norris.

Verstappen opertou uma excelente recuperação da cauda do pelotão até ao sexto, à frente de Oliver Bearman (boa corrida), Arvid Lindblad (excelente estreia), Gabriel Bortoleto (primeiros pontos para a Audi) e Pierre Gasly.

O filme da corrida

Todos esperavam muitas surpresas, mas ninguém imaginava que surgissem ainda antes de as luzes vermelhas se apagarem. Oscar Piastri perdeu o controlo do carro a caminho da grelha e embateu com violência nas barreiras. Os danos eram demasiado severos para participar na corrida. A prova ainda não tinha começado e já havia uma baixa.

As condições para o arranque eram ideais: 24 °C de temperatura do ar, 38 °C na pista, 55,1% de humidade e 0% de risco de chuva.

A maioria dos pilotos optou por pneus médios. As exceções foram Fernando Alonso e Carlos Sainz (macios) e Max Verstappen, Franco Colapinto e Valtteri Bottas (duros).

A grelha prevista de 22 carros apresentava apenas 20 à partida. Para além do acidente de Piastri na volta de formação, também Nico Hülkenberg, que deveria arrancar da 11.ª posição, viu a sua corrida terminar antes de começar, devido a um problema de comunicação no carro que obrigou os mecânicos a retirá-lo da grelha.

Ferrari arranca melhor, mas Mercedes responde

O primeiro arranque desta nova era confirmou o forte desempenho da Ferrari neste capítulo. Charles Leclerc saltou para a liderança logo na primeira curva, ganhando três posições. George Russell manteve o segundo lugar, enquanto Arvid Lindblad protagonizava um arranque impressionante, subindo seis posições.

O jovem piloto acabaria ultrapassado pouco depois por Lewis Hamilton, com Isack Hadjar a repetir a manobra algumas curvas mais tarde. Lando Norris mantinha o sexto posto. Kimi Antonelli caiu cinco lugares até ao sétimo, enquanto Esteban Ocon surgia em oitavo (mais cinco posições), à frente de Pierre Gasly (também com cinco lugares recuperados) e de um surpreendente Fernando Alonso, que subia sete posições na primeira volta.

A luta pela liderança animava a corrida. Russell pressionava Leclerc, enquanto Hamilton se mantinha atento logo atrás. Antonelli começava a recuperar terreno e subia ao quinto lugar, ultrapassando Lindblad. Mais atrás, Max Verstappen protagonizava uma recuperação notável: depois de arrancar da cauda do pelotão, já era 11.º na volta 8.

Foi também nessa volta que Russell regressou momentaneamente à liderança, embora o elevado gasto de energia permitisse a Leclerc recuperar o primeiro lugar pouco depois. Numa nova tentativa de ataque, Russell bloqueou a travagem na curva 1 e falhou a ultrapassagem, permitindo que Hamilton se aproximasse e se juntasse à luta, enquanto Antonelli encurtava distâncias para este trio.

O primeiro stop-and-go do ano foi aplicado a Franco Colapinto, devido a uma infração no procedimento de largada.

Virtual Safety Car baralha estratégias

Na volta 11, Isack Hadjar parou em pista com problemas técnicos, o que motivou a entrada do Virtual Safety Car. Norris, Ocon, Gasly, Sainz, Lawson, Alonso e Stroll aproveitaram para parar nas boxes.

O top 4 permaneceu em pista por mais uma volta, com os Mercedes a trocarem depois para pneus duros. Já os Ferrari mantiveram-se em pista, conservando a liderança com alguma margem quando o VSC terminou.

Na volta 15, a classificação era liderada por Leclerc, seguido de Hamilton, Russell, Lindblad, Antonelli, Verstappen, Bearman, Bortoleto, Norris e Ocon. Ainda nessa volta, Fernando Alonso regressou às boxes para terminar a corrida mais cedo, como previsto, elevando para quatro o número de desistências.

A lista aumentou novamente na volta 18, quando Valtteri Bottas ficou parado à entrada da via das boxes, provocando um novo VSC. Todos os pilotos que ainda não tinham trocado pneus aproveitaram a neutralização, exceto os Ferrari, que continuavam em pista com os médios usados desde o arranque.

Russell assume o controlo da corrida

Apesar de liderar, a Ferrari começava a sentir a pressão dos Mercedes. Russell aproximava-se rapidamente, acompanhado por Antonelli.

Na volta 25, Leclerc foi finalmente às boxes, enquanto Alonso regressava à pista para recolher mais dados. Hamilton assumiu temporariamente a liderança, mas Russell, com um ritmo fortíssimo, recuperou o primeiro lugar na volta 28. Nessa mesma volta, Hamilton parou nas boxes, encerrando o primeiro ciclo de paragens.

Novo Virtual Safety Car na volta 34, desta vez para remover um pedaço de fibra de carbono que se soltou do Cadillac de Sergio Pérez. A corrida entrou então numa fase mais estável, com Russell e Antonelli na frente a manterem a distância para os Ferrari de Leclerc e Hamilton, todos apostados numa estratégia de apenas uma paragem.

A 15 voltas do final, já seis carros tinham abandonado, incluindo Alonso e Stroll (o canadiano regressaria à pista e terminaria classificado). A classificação apresentava Russell na liderança, seguido de Antonelli, Leclerc, Hamilton, Norris, Verstappen, Bearman, Lindblad, Bortoleto e Gasly, este último envolvido numa luta intensa com Ocon.

Dobradinha da Mercedes na primeira corrida do ano

Nas voltas finais, as principais batalhas eram Gasly vs Ocon e Norris vs Verstappen. O neerlandês ainda tentou pressionar o britânico, mas Norris conseguiu defender-se e manter o quinto lugar.

Na frente, o cenário parecia congelado. As diferenças entre os quatro primeiros mantiveram-se praticamente inalteradas durante cerca de 15 voltas, deixando a vitória da Mercedes cada vez mais segura.

A bandeira de xadrez confirmou-o: George Russell venceu a primeira corrida do ano, liderando uma dobradinha da Mercedes com Kimi Antonelli no segundo lugar. Charles Leclerc completou o pódio, à frente de Lewis Hamilton e Lando Norris, que fechou o top 5.

Max Verstappen terminou em sexto, seguido por Oliver Bearman e por Arvid Lindblad, que assinou uma estreia impressionante. Gabriel Bortoleto, na primeira corrida da Audi, terminou nos pontos, enquanto Pierre Gasly levou a melhor sobre Esteban Ocon na luta pelo último ponto.

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

8 comentários

  1. jo baue

    8 Março, 2026 at 10:10

    ‘super- clipping’
    ‘downshifting on straights’
    ‘battery management’ ( bocejo)
    Yeah, we don’t do that here. We race.

    Sabem quem publicou este tweet? Foi a Chip Ganassi Racing da Indy,repito, da Indy. E’ preciso dizer mais alguma coisa?

  2. JoaoLima

    8 Março, 2026 at 11:28

    Jo Baue, sim é preciso dizer mais, sim. Foi uma bela corrida, muitas ultrapassagens e lutas, só não havendo nais luta pela vitória por a Ferrari não ter parado em VSC.
    Quanto ao We race da Indy, esse race por vezes é artificial com SC desnecessários para agrupar o pelotão

  3. Pity

    8 Março, 2026 at 13:04

    Não costumo ter ideias pré-concebidas, gosto de esperar para ver. Como não percebo nada de mecânica, nem de engenharia, o que eu quero, é ver boas corridas, e esta foi bastante boa. E não tivemos um único safety car, apenas o virtual.
    Bela luta entre Russell e Leclerc nas primeiras voltas e Hamilton à caça do monegasco nas últimas. A luta de “gato e rato” entre Norris e Verstappen também foi emotiva.
    Mas não foram só estes quatro a animar a corrida, tivemos outros artistas a dar show, Gasly e Ocon, por exemplo. E muitas ultrapassagens, com trocas mútuas de posição.
    Pela negativa, tivemos a Cadillac, como seria normal numa estreante absoluta e a Aston Martin que, ainda assim, deu mais voltas do que tinha “ameaçado”.
    Também não foi nada positivo Norris a ser quase um segundo, por volta, mais lento do que o Russell e só os seis primeiros a completar todas as voltas.
    Quanto ao Piastri, a maldição dos australianos em casa, continua.

  4. Guilherme Moreira

    8 Março, 2026 at 13:06

    Boa corrida, melhor que a qualificação de ontem, com excelentes ultrapassagens e lutas entre os primeiros e no segundo pelotão, boa vitória e dobradinha da Mercedes como o esperado, ainda assim a Ferrari deu a luta que conseguiu e não ficou muito longe, mesmo assim cometeu um erro estratégico ao não entrar nos VSC e podia pelo menos dar luta ao Antonelli e tentar impedir a dobradinha da Mercedes apesar de eu achar quase impossivel, porque nos pneus duros a Ferrari com quase menos 15 voltas que os Mercedes não conseguiu aproximar-se e até perdeu tempo sobretudo para o Kimi, já sabemos que a Mercedes é eximia e fortissima com os pneus duros, mas não é preciso dizer mais nada, Russell geriu muito bem a corrida e tem tudo para dominar esta época e ser o novo Hamilton da f1 e conquistar o titulo mundial sem dificuldades, Hamilton claramente muito mais confortável com estes carros sem efeito de solo e quase roubava o pódio ao seu colega de equipa Leclerc, já parece o Hamilton dos bons velhos tempos, vamos ver em Xangai se a Ferrari sobretudo na sprint com o Hamilton pode repetir a gracinha da época passada acho dificil mas não é impossivel sobretudo se fizer um arranque canhão e os Mercedes não tiverem tão fortes como nesta pista o que eu acho dificil veremos! Excelente luta entre o campeao mundial Norris e o tetra campeão Max que fez uma excelente corrida de recuperação e quase conseguia ultrapassar o Mclaren e ficar com o 5º lugar, mas muito bem o Lando a defender-se nas ultimas voltas com o Red Bull mais rapido com pneus novos, mas este motor Mercedes em reta é impossivel de ultrapassar, e o Norris nem teve muitas dificuldades para se defender! Grandes lutas durante sobretudo a segunda metade da corrida entre os Haas, Audi de Bortoleto que fez uma estreia de sonho com um excelente 9º lugar para a Audi eu não esperava muito bom e o Racing Bulls! Williams, sem ritmo como o esperado, mesmo com a boa fiabilidade do motor Mercedes e algumas desistências não deu para mais e não conseguiu chegar aos pontos, Caddilac bem o Perez a conseguir terminar a corrida, e sobretudo os Aston Martin sobretudo Stroll a rodarem muitas voltas e a provar que o motor Honda não está assim tão mal em termos de fiabilidade e que o maior problema é mesmo a bateria e gestão de energia, e a recolher muitos dados valiosos para a equipa trabalhar e tentar melhorar o motor e chassis nas proximas corridas! Venha a China!

  5. Canam

    8 Março, 2026 at 13:47

    Já nos bastava uma coisa complatemente ridicula que chamam Fórmula E (na minha opinião), e agora parece que esta descaracterizada F1 para lá caminha (assobiando).
    O lobby eléctico é muito poderoso. É, pois até obrigou governos a ir por esse caminho sem piar, mesmo à custa de prejuizos gigantes / falências/ desemprego, desindustrialização numa palavra. A F1 obviamente segue reverente e obrigada isso. Para onde caminhamos ?

  6. jo baue

    8 Março, 2026 at 19:59

    JoãoLima,de acordo em relação à Indy, bem sabemos qual o seu valor desportivo, e é por isso que esta suprema ironia acerta na mouche e estilhaça esta coisa que ainda chamam F1. Ultrapassagens? Não vi nem 1/2 de 1 ultrapassagem ou duelo , daquelas com base em travagem ou cruzamento de trajectórias, apenas iam aproveitando na diferença na carga de bateria, aquilo parecia o Mario Kart, como muito bem disse o Leclerc. Ferrari? Conservadores na estratégia da,1a paragem muito antecipada mas foi 1a corrida em que ainda tudo uma incógnita, mas não é verdade que podia ter discutido a vitória, basta ver o 2° mercedes do tombazis pilotado pelo Antonelli que chegou aos da frente sendo 2 segundos mais rápido por volta. Mas olhe, até é bonito ver a Ferrari ser a melhor entre os honestos ( então e os campeões do mundo que ficaram a 50 seg?… ).
    É ouvir os pilotos, para o Landinho aquilo é perigoso, para Max. que é uma m-rda, o Leclerc, o Mario Kart. Porque será?

  7. Nrpm

    8 Março, 2026 at 21:31

    O que ganhamos com a nova f1?
    – Algumas ultrapassagens extra.
    – Pilotos a tentar perceber onde e como têm potência.
    – E a estranheza da progressão dos carros em certos pontos do traçado.
    – Vermos um gráfico dizer-nos que atacar ou fugir a um ataque não vai dar, porque os elecrões se esgotaram…
    Que os pilotos não gostem é normal, seria contra-natura se gostassem. Afinal são os homens mais dotados e competentes do Motorsport para serem mesmo muito rápidos em condução absoluta.Estranha-se que os ponham a fazer outras coisas contrárias á velocidade pura.
    Também ficamos a saber que a Scuderia mesmo que corra sozinha conseguirá sempre não vencer, apesar de ter tudo, mesmo tudo, para ganhar 1-2 (não, não sou tiffosi,só observador atento).

  8. Donadel

    9 Março, 2026 at 17:27

    Que bela treta fizeram com a F1… Estava com grandes espectativas com os novos carros, pois são uma grande avanço em termos de dimensão e peso. Mas a forma como introduziram isso nas corridas foi uma tragédia! Lutas completamente artificiais e ridiculas. Carros que supostamente eram para ter andamente semelhantes em alguns pontos do traçado tinham diferença brutais de velocidade por causa das baterias. Aquelas ultrapassagens do Leclerc ao Russel na volta 3 e 8 onde o Russel tem de levantar o pé do acelerador para carregar bateria, completamente rediculo!

    Isso deixou de ser F1, podem ter gostado da corrida, mas isso já não é F1, é um hibrido de F1 e FE. Sinceramente ou mudam isso ou deixo de acompanhar… Já sigo F1 desde os finais dos anos 80 e nunca vi coisas tão artificiais na categoria.

Deixe aqui o seu comentário

últimas F1
últimas Autosport
f1
últimas Automais
f1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado