João Ferreira regressou às vitórias na Baja TT Montes Alentejanos e fez um balanço claramente positivo de um fim de semana que serviu não só para abrir o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, mas também como etapa fundamental na preparação para a ronda portuguesa do Campeonato do Mundo.
No final da prova, o piloto de Leiria explicou que o principal objetivo passava por recuperar ritmo competitivo após a pausa desde o Dakar:
“Tentamos ganhar ritmo após esta paragem desde o Dakar. Era esse o objetivo desta corrida: testar já muita coisa para o Rally Raid de Portugal, em março. Conseguimos fazer uma prova perfeita, testámos muita coisa, voltámos a ganhar ritmo e agora ainda temos mais uma corrida até lá. É continuar para chegarmos à prova do Campeonato do Mundo da melhor forma possível.”
Uma vitória com sabor especial
Questionado sobre a importância da próxima ronda internacional, João Ferreira foi claro quanto à ambição:
“Todas as provas são para tentar ganhar, mas esta tem um sabor especial, que é a ronda do Campeonato do Mundo em Portugal. Vamos fazer o melhor que conseguimos e tentar levar essa vitória para Leiria.”
A Baja ficou marcada por uma exibição segura e sem sobressaltos, algo que o piloto também fez questão de sublinhar:
“Foi uma prova completamente limpa. O carro está em perfeitas condições, fizemos uma prova sem quaisquer problemas. O Filipe também fez um trabalho muito bom, portanto estou contente com o resultado e contente por voltar às corridas.”
Competitividade e realidade do campeonato
Apesar de não ter previsto disputar todas as rondas do CPTT, João Ferreira deixou uma análise sobre o momento atual da competição nacional:
“O Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno sempre foi muito competitivo, já há muitos anos, não é de agora. Mas neste momento é, essencialmente, um campeonato de SSV. Há muitos T3 e T4 e poucos T1+ à partida. Não tenho nada contra os SSV, digo isso muitas vezes. Estamos em 2025 e a categoria cresceu muito, percebo perfeitamente quem mudou de T1+ para os SSV ou para os Challenger. Mas, obviamente, preferia ter mais T1+ na grelha.”










