Oliver Solberg reconheceu que o Rali da Suécia serviu como uma dura lição sobre as exigências de liderar o Campeonato do Mundo de Ralis. Após chegar à prova em Umeå no topo da classificação, o piloto sueco terminou no quarto lugar e cedeu a liderança a Elfyn Evans, vencedor do evento.
Embalado pela vitória no Rali de Monte-Carlo, Solberg enfrentou a pesada desvantagem de ser o primeiro na estrada durante as classificativas de sexta-feira. A necessidade de limpar a neve solta comprometeu significativamente a aderência. Um despiste matinal contra um banco de neve resultou num furo, afastando-o da luta pelo triunfo.
O piloto admitiu ter subestimado a dificuldade da tarefa, sublinhando que os contratempos e uma abordagem excessivamente cautelosa após um erro na Power Stage lhe custaram o terceiro lugar, posição máxima que considera ter merecido neste rali.
A estratégia de Ogier e o foco no Quénia
Esta experiência fez o sueco compreender, na primeira pessoa, a lógica do nove vezes campeão Sébastien Ogier. O francês tem evitado sistematicamente competir na Suécia após vencer no Mónaco, precisamente para contornar o prejuízo de varrer a estrada em pisos de fraca aderência.
Apesar da desilusão com o resultado na sua prova caseira, o balanço no campeonato permanece positivo, com Solberg a apenas 13 pontos do novo líder, Elfyn Evans. Antes de enfrentar a exigente ronda do Rali Safari no Quénia, no próximo mês, o sueco cumprirá testes em clima quente, compromissos com patrocinadores e um curto período de férias para recuperar energias e redefinir o foco.












