O antigo chefe da Red Bull Racing, Christian Horner, revelou estar aberto a regressar à categoria máxima do automobilismo, afirmando ter “assuntos inacabados” com o desporto e deixando claro que só voltará mediante um projeto com reais hipóteses de vencer.
Durante o período em que liderou a Red Bull, Horner conduziu a equipa a duas eras dominantes, com oito títulos de pilotos — quatro para Max Verstappen e quatro para Sebastian Vettel — e seis campeonatos de construtores. Contudo, em julho do ano passado foi afastado do cargo na sequência de uma quebra de competitividade e de tensões políticas internas, sendo substituído por Laurent Mekies.
Desde então, multiplicaram-se as especulações sobre o seu regresso, sabendo-se que estará livre para se juntar a equipas rivais a partir da primavera. Fontes próximas indicam que Horner procura um projeto que lhe permita deter uma participação acionista, o que o leva a considerar a entrada num consórcio de investidores para adquirir parte de uma equipa à venda.

Entre os cenários mais apontados surge a Alpine, onde o acionista minoritário Otro Capital estará disposto a alienar a sua posição. Horner admitiu igualmente ter analisado opções em toda a grelha e considerou “lisonjeiras” as associações ao seu nome com estruturas como a Aston Martin e a Ferrari.
O dirigente sublinhou ainda que, apesar do interesse mútuo, não poderá avançar para qualquer acordo antes da primavera e que não sente pressa em regressar, preferindo aguardar pela oportunidade certa.
Christian Horner afirmou: “Sinto que tenho assuntos inacabados na Fórmula 1. Não terminou da forma que eu gostaria, mas não vou voltar para qualquer projeto — só regressarei para algo que possa ganhar. Tive 21 anos incríveis na Fórmula 1. Ganhei muitas corridas e campeonatos e trabalhei com pessoas extraordinárias. Não preciso de voltar, por isso só o farei pela oportunidade certa, num ambiente onde todos queiram vencer.”
Sobre o futuro, explicou ainda: “Quero ser um parceiro, não apenas alguém contratado. Não tenho pressa. Até à primavera não posso fazer nada, mas é lisonjeiro continuar a ser associado a tantas equipas diferentes.”










