O piloto francês Esteban Ocon manifestou reservas iniciais quanto ao comportamento dos novos carros de Fórmula 1 para 2026, sugerindo que as ultrapassagens poderão ser mais difíceis do que o previsto após as primeiras experiências em pista.
Durante o shakedown de Barcelona, Ocon conduziu o novo monolugar da Haas, que completou quase 400 voltas em três dias. O piloto aproveitou o teste para explorar diferentes afinações e o novo modo de ultrapassagem, que concede um reforço energético quando um carro segue outro a menos de um segundo.
Nas suas impressões iniciais, partilhadas com órgãos de comunicação social, Ocon alertou para perdas de carga aerodinâmica dianteira quando se circula atrás de outros carros e admitiu que, para já, a manobra de ultrapassagem parece complicada, embora sublinhe que o sistema ainda precisa de afinação.

Esteban Ocon afirmou, citado pela racingnews365.com: “Segui alguns carros e parece que se perde bastante carga na frente. Precisamos de ver. Por agora, parece difícil ultrapassar, essa é a minha primeira sensação, mas espero que se torne mais fácil.”
O francês questionou igualmente a eficácia do novo sistema de aerodinâmica ativa introduzido este ano, no qual os ângulos das asas dianteira e traseira se ajustam nas retas para reduzir o arrasto. Na sua leitura inicial, este mecanismo aproxima-se demasiado do antigo DRS, abolido para 2026, e oferece menos margem de intervenção estratégica do que gostaria.
“Sinceramente, estou um pouco desiludido porque é basicamente DRS com a frente. Usamo-lo o tempo todo, é mais uma questão de eficiência do que uma ferramenta extra.”
No entanto, posteriormente, moderou o tom das críticas: “Talvez tenha sido um pouco extremo. Não diria que estou desiludido, mas acho que poderíamos tê-lo usado de uma forma melhor.”










