Na sequência do acidente de Isack Hadjar ontem à tarde, a Red Bull Racing enfrenta agora um cenário complicado neste shakedown de pré-temporada em Barcelona. O monolugar sofreu danos significativos na traseira, e isso interrompeu o que estava a ser uma semana extremamente positiva para a equipa de Milton Keynes.
No primeiro dia (segunda-feira), Hadjar tinha sido o mais rápido da sessão, mas mais importante que isso, completou umas impressionantes 108 voltas com o novo motor da Red Bull, que como se sabe, corre com a sua própria unidade motriz, numa parceria com a Ford.
A dupla da Red Bull completou 185 voltas no total em apenas dois dias antes do aicidente, o que Laurent Mekies descreveu como uma conquista notável considerando a magnitude das mudanças técnicas de 2026 e o facto de ser a estreia do novo motor.
Incerteza estratégica
A situação agora é particularmente delicada. Segundo Mekies, a Red Bull não sabe quando conseguirá voltar à pista. A equipa já usou dois dos três dias de teste permitidos e está numa corrida contra o tempo para avaliar os danos e decidir se consegue – ou não – reparar o carro. O chefe da equipa declarou que a “prioridade neste momento é avaliar os danos no carro e ver que oportunidades lhes restam para rodar nos próximos dias” e que “só temos um dia restante, portanto devemos usar esse dia com muito cuidado”.
O grande problema, para já, é a falta de peças sobressalentes. Como o RB22 é totalmente novo e os fabricantes trabalham contra o tempo até aos testes, a Red Bull não tem ainda muitos componentes de reserva. Os danos concentram-se na traseira do carro (asa traseira e suspensão), pelo que se aguardam decisões que podem surgir a qualquer momento. Pelo menos, hoje, quarta-feira, 28 de janeiro, não vão rodar, pois continuam a avaliar os danos.
FOTO Red Bull Content Pool/Getty Images









