Hugo Magalhães e Pedro Gonçalves fizeram dupla nesta Dakar, num Taurus T3 Max da BBR Motorsport, na classe Challenger T3, onde lutaram pelo top 10. Em paralelo, o navegador de Fafe foi contando histórias que se vivenciam por dentro do Rali Dakar, uma prova que é muito mais que os resultados que acompanhamos todos os dias.
O que vai ver em baixo são ‘estórias’ do cockpit contadas na primeira pessoa de um navegador no coração do Dakar, onde para ele o mundo se encolhe várias horas a um ecrã de um tablet GPS, por vezes em dunas infinitas onde nunca falta o rugido do motor do SSV, e onde cada minuto é uma lição de sobrevivência.
O bivouac que ficou para trás é o lar improvisado: tendas poeirentas abrigam sonos breves sobre colchões finos, cercados pelo cheiro de óleo e combustível, enquanto o silêncio da noite das etapas maratona acalmam os nervos antes da largada solitária.
Na bacquet do lado direito, a zona do “escritório” com os tablet de roadbooks e comandos sussurrados – “calma”, “foco”, “determinação” são palavras que o Hugo Magalhães tem no seu controlo remoto, que usa nos momentos mais tensos, e que o guiam por trilhos por vezes traiçoeiros onde o que se vê são apenas “areias movediças” e “miragens”.
Para trás, ficaram mecânicos labutam na penumbra como “heróis sem palco”, trocando pneus furados e consertando avarias sob luzes fracas, transformando noites em oficinas para que o carro volte a rugir ao amanhecer.
Não podem faltar também as refeições de “combate” – barras energéticas, MREs e água morna – são engolidas no meio do deserto, onde não há restaurantes em centenas de quilómetros de dunas, e onde os erros podem custar caro: “Dakar não perdoa distrações, só ensina”. Mais que as palavras, os vídeos dizem tudo.








