A segunda jornada do Campeonato do Mundo de Fórmula E, terá como palco o Autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México, perante o sempre entusiasta e caloroso público mexicano. Num traçado que habitualmente sorri à Porsche e a Pascal Wehrlein, esperam-se lutas renhidas.
Jake Dennis, da Andretti, que usa a unidade motriz Porsche, foi o vencedor da primeira corrida, marcada por incidentes, Safety Cars, Full Course Yellow e várias desistências, num arranque frenético da temporada.
Dennis, vencedor no México em 2023 e o primeiro a vencer na era GEN3, lidera atualmente o campeonato de pilotos da temporada 12 e chega com vontade de repetir os feitos de Pascal Wehrlein e Lucas di Grassi, os únicos que conseguiram repetir vitórias na capital mexicana. A vitória na Cidade do México tem ganhado importância redobrada, pois nas últimas temporadas, o vencedor da prova acabou por vencer o título de pilotos (Época 9 – Jake Dennis; Época 10 – Pascal Wehrlein; Época 11 – Oliver Rowland). Wehrlein é o piloto que mais se destaca nesta pista com quatro poles no seu nome.
O traçado, com 2,605 quilómetros e 16 curvas, mantém-se inalterado e inclui a zona icónica do Foro Sol, onde está localizado o Attack Mode. Situado a cerca de 2.240 metros de altitude, o circuito representa um desafio adicional para pilotos e equipas, exigindo uma gestão cuidada da energia e da performance. Ao contrário de outras pistas do calendário, trata-se de um circuito puro, adaptado, e não um traçado citadino. Significa que os níveis de aderência deverão ser ligeiramente superiores. A parca utilização do complexo faz com que as primeiras voltas sejam sempre de limpeza dos detritos e da sujidade da pista, antes de começar a retribuir com níveis de aderência mais adequados.
A ligação entre a Fórmula E e a Cidade do México é uma das mais duradouras do campeonato, com 10 anos de presença no calendário da competição 100% elétrica, apenas superada pela Alemanha e pelos Estados Unidos em número de corridas realizadas.
Félix da Costa em busca dos primeiros pontos
António Félix da Costa começou o ano com boas indicações, mas zero pontos na tabela. O ritmo do piloto português na primeira corrida pela Jaguar foi surpreendentemente positivo para uma primeira prova, com ainda pouco tempo de testes e pouco conhecimento da sua nova estrutura. Com um ritmo forte e uma estratégia perfeita, apenas um incidente provocado por Pepe Marti acabou com as esperanças do piloto luso, que estava na discussão pela vitória. O México é uma excelente oportunidade para afastar o azar e começar a colheita de pontos.