A FIA encontra-se na fase final do processo de concurso para a escolha do novo promotor do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), responsável pelos direitos comerciais da competição pelos próximos 25 anos. A decisão está a demorar mais do que o inicialmente previsto, dada a importância estratégica do dossiê.
A decisão deveria ter sido conhecida após a última reunião do Conselho Mundial de Desporto Motorizado da FIA, realizada no Uzbequistão, mas o processo revelou-se mais complexo. A FIA está a analisar várias propostas apresentadas no âmbito do concurso, sublinhando a necessidade de uma avaliação rigorosa e cuidada de cada candidatura, de forma a garantir o melhor desfecho possível para o crescimento sustentado do WRC.
Fontes ligadas ao processo indicam que os candidatos estiveram presentes em várias provas do campeonato na segunda metade da temporada e que a escolha final se resume agora a duas entidades. O calendário apertado e a relevância da decisão têm contribuído para a prudência da FIA, que procura evitar uma escolha precipitada num processo com impacto a longo prazo.

Um porta-voz da FIA afirmou, citado pelo Dirtfish:
“A nomeação de um novo promotor é um momento significativo para o futuro do campeonato, e a FIA está atualmente a avaliar um conjunto de propostas no âmbito do processo de concurso.
Estes são acordos complexos, e é essencial que seja dedicado tempo suficiente à avaliação aprofundada de cada candidatura, de modo a assegurar o melhor resultado possível para o crescimento a longo prazo do campeonato.
A FIA está a trabalhar em estreita colaboração tanto com o vendedor como com os potenciais compradores e, embora as discussões continuem, todas as partes estão agora a entrar nas fases finais deste processo.”
Uma fonte próxima do processo acrescentou, citado pela mesma publicação:
“Não há dúvida de que o calendário de toda esta operação foi complicado – é muito curto. A questão é saber se é melhor apressar a decisão ou dedicar o tempo necessário para tomar a decisão certa.
Não nos podemos esquecer de que temos o Malcolm [Wilson, vice-presidente da FIA para o desporto] envolvido neste processo, alguém com uma vida inteira dedicada ao desporto. Talvez a notícia não chegue hoje, mas quando chegar, tem de ser uma boa notícia.”











