Oscar Piastri, que liderou grande parte do campeonato, está agora a 30 pontos do primeiro lugar, quando ainda há 58 pontos em disputa. Tem sido uma reta final de temporada penosa para o piloto australiano que, desde o GP do Azerbaijão, entrou numa espiral descendente que comprometeu o seu sonho do título.
As performances desapontantes, aliadas a uma boa dose de azar e alguns erros à mistura, tem sido uma receita terrível, com efeitos claros nas ambições do jovem piloto. Hoje, fruto de uma qualificação menos conseguida, viu-se no meio do pelotão no arranque, envolvido num incidente na curva 1, que afetou o resto da sua corrida. Piastri conseguiu fazer uma boa recuperação, mas demorou muito tempo a ultrapassar alguns adversários. Com isso, os lugares da frente tornaram-se inatingíveis.
Piastri mostrou, mais uma vez, resignado com a sua situação, lamentando o incidente no começo da prova e o seu mau arranque.
“Não há muito a dizer. Sinto que fui um dos poucos que realmente travou para fazer a curva [no arranque] e acabei por ser atirado para fora. Tudo bem. É o que é. O resto da corrida também foi movimentada depois disso, com alguns erros a mais. Houve bons momentos de ritmo. Com pista livre, estávamos muito rápidos, mas foi difícil antes de eu conseguir pista livre e difícil depois de ela terminar. Houve alguns bloqueios de pneus aqui e ali. Talvez não seja o meu circuito favorito do ano, mas há muitas pistas que não são as minhas favoritas que foram boas este ano. Foi um mau arranque, demorei um pouco a encontrar o ritmo e fiquei preso atrás do Antonelli durante muito tempo, o que prejudicou bastante o nosso ritmo”.
Quanto às contas do título, Piastri parece ter deitado a toalha ao chão, focando-se apenas em fazer o melhor possível.
“Obviamente, preciso de mais do que [diminuir a vantagem] agora. Vou concentrar-me nas próximas duas semanas para estar o mais preparado possível e ter os melhores fins de semana que conseguir. Seria ótimo conseguir alguns bons resultados para terminar o ano. A situação do campeonato é o que é. Vamos ver o que consigo fazer.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA










