George Russell esteve perto de repetir a pole position em Las Vegas, depois de liderar o último treino livre, a Q1 e a Q2, mas um problema de direção na fase decisiva da qualificação acabou por relegar o britânico para o quarto lugar na grelha. Russell revelou dificuldades em controlar o carro nas voltas finais, admitindo que nunca chegou a sentir que tinha um monolugar capaz de lutar verdadeiramente pela pole.
O problema manifestou‑se na Q3, quando Russell começou a sentir uma perda súbita de direção assistida, o que o obrigou a lutar fisicamente com o carro para o colocar nas trajetórias ideais. Sem qualquer toque no muro que pudesse justificar danos, o piloto pediu à equipa que verificasse a suspensão, mas a origem foi associada a uma anomalia na direção assistida. Apesar de ter sido o mais rápido nas fases iniciais, em piso totalmente molhado e com pneus de chuva, Russell reconheceu que com pneus intermédios nunca teve o mesmo nível de confiança e competitividade.
“Na verdade, tive um problema qualquer na direção. Nas três últimas voltas foi como se tivesse perdido a direção assistida. Estava a ter imensas dificuldades em fazer o carro virar nas curvas. Não sei qual foi o problema, mas as coisas não se juntaram na Q3, quando a Q1 e a Q2 tinham sido bastante sólidas. Não acho que tivéssemos ficado na pole porque não tive grandes sensações com o carro, mas foi algo bastante irritante.”
De acordo com o diretor de engenharia da Mercedes, Andrew Shovlin, a gestão deste problema acabou por comprometer também o tratamento dos pneus. Com receio de que o carro não resistisse até ao fim da sessão, Russell atacou mais na penúltima volta, o que deixou os pneus demasiado quentes para a sua tentativa final, limitando ainda mais o seu potencial na luta pelos primeiros lugares da grelha.









