Gabriel Bortoleto sofre acidente grave no Sprint do GP de São Paulo; falha qualificação, mas sai ileso graças à segurança reforçada da F1.
Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da equipa Kick Sauber, sofreu um grave acidente na última volta do Sprint do Grande Prémio de São Paulo, falhando assim a qualificação para a corrida principal no circuito de Interlagos.
O jovem estreante, a disputar o seu primeiro evento de Fórmula 1 em casa, despistou-se ao tentar sair do vácuo do Williams de Alex Albon, embatendo violentamente na parede interior antes de ser lançado de volta para a pista e terminar contra as barreiras no exterior da curva 1.
As imagens mostraram que as asas dianteira e traseira do carro foram arrancadas no impacto. Com apenas três horas entre o fim do Sprint e o início da qualificação, o trabalho dos mecânicos para reparar o carro rapidamente foi hercúleo, mas insuficiente para o colocar em condições de competir para marcar uma volta.
Depois da qualificação, a equipa destacou o esforço extraordinário da equipa técnica para tentar reconstruir o carro a tempo, afirmando que apesar do insucesso, o empenho de cada membro não pode ser desvalorizado, e que agora o foco passa para a corrida.
O piloto saiu ileso do acidente, o que foi reconhecido pelo Diretor da equipa, Jonathan Wheatley, que elogiou o elevado padrão de segurança atual da Fórmula 1, impulsionado pela FIA. “Pareceu um dos maiores acidentes que vi em algum tempo, mas felizmente Gabriel está bem, sem qualquer lesão”, afirmou.
Este episódio prolongou o fim de semana difícil para a Sauber, que viu também Nico Hülkenberg sair de pista num incidente similar durante o Sprint, embora este tenha conseguido continuar e terminar em 16.º lugar após substituições das asas sob bandeira vermelha.












Um acidente violentissimo que provou que os carros tem uma segurança que merece louvor. Por muitos defeitos que a FIA tem este é sem dúvida um dos factores que se pode orgulhar
Uma batida de 57 G e sair ileso… é obra. A segurança actual é fantástica.
Tendo em conta as devidas diferenças, os carros de outras eras já apresentavam chassis bem robustos. A diferença principal encontra-se na falta de proteção da cabeça nos carros mas antigos.
Outros acidentes violentíssimos aconteceram no passado onde os pilotos saíram ilesos. Andretti e Berger no Brasil em 93, o Hakkinen em Adelaide 95 ou mesmo o Senna em Imola 94 (especialmente este último – tendo impactado uma parede de betão).
Nenhum destes dois teve lesões significativas no corpo, tirando as lesões na cabeça.
Conta muito também a dinâmica do acidente para o desfecho final.