Em entrevista recente à Auto Hebdo, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, falou da necessária estabilidade do Mundial de Ralis (WRC), da necessidade de criar regulamentos que atraiam marcas, tal como sucedeu no WEC, Mundial de endurance, revela que pretende que a federação internacional dê apoio a pilotos, coloca um foco grande na promoção, diz que é imperativa a redução de custos, bem como a sustentabilidade dos regulamentos e modelo de negócio transparente e duradouro para o WRC.
Ben Sulayem revelar que a FIA tem tido reuniões com vários construtores da dá exemplos: Ford, Toyota, Hyundai, Skoda, Lancia e Citroën.
Refere que o segredo para atrair novas marcas é apresentar propostas sérias e uma regulamentação técnica estável e duradoura. Defende a necessidade de diferenciação entre WRC e Rally2 para manter o interesse das equipas.
Entende que a promoção do WRC é muito importante, bem como o reinvestimento no campeonato, anunciando que parte do dinheiro que a FIA irá receber será aplicado na promoção da modalidade e no apoio ao arranque de jovens pilotos. O objetivo é aumentar a atratividade do WRC para equipas, pilotos e adeptos.
Quanto ao futuro tecnológico ‘empurra’ os motores híbridos/hidrogénio para lá de 2027, até esse ano os concorrentes continuarão a correr com motores térmicos. Diz ainda que a FIA descarta novas alterações tecnológicas antes dessa data para garantir estabilidade aos construtores.
Disse ainda que quando chegou à FIA (final de de 2021), a federação e o campeonato estavam numa situação financeira muito frágil. Resolveu questões internas e agora quer contratos de promoção mais equilibrados e duradouros para garantir o futuro do WRC e nesse contexto revela que a FIA pretende contratos e promotores alinhados com o interesse da modalidade a longo prazo. Diz que não é o dinheiro da venda que interessa, mas sim a sustentabilidade e durabilidade do WRC. Defende que os contratos devem ser justos para todas as partes e não apenas para o promotor.
Ben Sulayem falou também das dificuldades da venda do WRC, sendo que o processo de venda está a ser mais demorado do que o previsto; proposta inicial chegou aos 500 milhões de euros por 18 anos, mas a FIA quer um novo contrato, mais acessível e estável, para garantir a redução de custos e facilitar a entrada de novos construtores.
Por fim, diz que a FIA pretende replicar, no WRC, o modelo de contrato com o promotor da F1, ajustando condições para maior equilíbrio e previsibilidade, mostrando-se otimista quanto ao impacto destas mudanças no futuro do WRC.
FOTO criada por IA









