Grande vitória de Max Verstappen (Red Bull), a 66ª da sua carreira, terceira da temporada – já não vencia desde Imola – depois de uma grande corrida em que deixou os dois McLaren a 20 segundos.
Notável a prestação do piloto da Red Bull, que ofereceu a Laurent Mekies, o seu novo Chefe de Equipa, a sua primeira vitória. Lando Norris (McLaren) foi segundo na frente de Oscar Piastri (McLaren), depois de um erro na paragem nas boxes de Norris, com Piastri a ‘dar-lhe’ a posição em pista depois disso lhe ter sido pedido pela equipa.
A McLaren não quis que um erro seu interferisse na luta de ambos pelo campeonato, num caso que vai dar que falar, como sempre.
Charles Leclerc (Ferrari) não conseguiu melhor do que o quarto posto, na frente de George Russell (Mercedes), que terminou na mesma posição em que partiu, em quinto, com Lewis Hamilton (Ferrari) a fazer uma boa recuperação a partir do décimo lugar, depois de ter arrancado para a corrida com uma penalização de cinco lugares na grelha trazidos de Zandvoort. O inglês da Ferrari foi sexto.
Isack Hadjar converteu uma largada do pitlane com um lugar nos pontos para a Racing Bulls ao terminar em 10º lugar, atrás do Williams de Alex Albon, que depois de uma sessão de qualificação difícil, deu à Williams alguns pontos importantes na luta pelo meio do pelotão com uma excelente recuperação para o sétimo lugar, seguido por Gabriel Bortoleto, da Kick Sauber, e pelo outro Mercedes de Kimi Antonelli, que cumpriu uma penalidade de cinco segundos por condução irregular. O brasileiro fez mais uma bela corrida e Kimi Antonelli (Mercedes) não terminou mais acima, provavelmente no oitavo posto depois de ter sido penalizado em cinco segundos por forçar Alex Albon (Williams) a sair para a relva na Curva Grande de Monza.
Como já referimos, Isack Hadjar foi 10º depois de uma grande corrida, na frente do Williams de Carlos Sainz e do Haas de Ollie Bearman (que bateu com as rodas na chicane Roggia no final da corrida), do segundo Red Bull, de Yuki Tsunoda e do seu companheiro de equipa da Racing Bulls, Liam Lawson.
Esteban Ocon foi outro piloto penalizado – depois de ter sido considerado culpado por ter forçado Lance Stroll a sair da pista no início da corrida – terminando em 15.º lugar, com Pierre Gasly e Franco Colapinto a ocuparem o 16.º e 17.º lugares, respetivamente, numa tarde tranquila para a Alpine.
A Aston Martin chegou a ter os dois carros em posições pontuáveis, mas a tarde ‘azedou’ com uma ‘queda’ tardia de Stroll e uma aparente falha na suspensão de Fernando Alonso, enquanto Nico Hulkenberg, da Sauber, não conseguiu largar devido a um problema hidráulico, rumando após a volta de formação diretamente às boxes.
Mais info quando possível

Filme da corrida
Max Verstappen conquistou a sua terceira vitória da temporada em Monza, num Grande Prémio de Itália com alguma emoção, mas pouca luta na frente. O piloto neerlandês da Red Bull demonstrou um domínio consistente, consolidando a sua posição no topo, enquanto a McLaren protagonizou um final de corrida controverso com ordens de equipa. Lando Norris e Oscar Piastri completaram o pódio, respetivamente, numa corrida onde a estratégia e os incidentes ditaram o ritmo.
Arrancada eletrizante e primeiros dramas em pista
A jornada de Monza começou antes mesmo das luzes se apagarem, com Nico Hülkenberg, da Kick Sauber, a ser forçado a abandonar devido a um problema no seu monolugar. No arranque, Max Verstappen teve uma partida limpa, enquanto Lando Norris, da McLaren, foi forçado a ir para a relva na Curva 1, mas conseguiu manter o controlo. Verstappen, contudo, cortou a chicane, o que o levou a ter de devolver a posição a Norris na segunda volta, que assim recuperou a liderança.
Entretanto, as voltas iniciais foram palco de intensas batalhas, com Piastri e Leclerc a trocarem de posições e Hamilton a escalar o pelotão, subindo para o oitavo lugar. À quarta volta, Verstappen, beneficiando do DRS, lançou um ataque decisivo sobre Norris na Curva 1, assumindo a liderança da corrida, posição que não mais largaria.
Estratégias nas boxes e o dilema da McLaren
A corrida prosseguiu com Verstappen a construir uma vantagem confortável, enquanto atrás dele, a luta era constante. Incidentes pontuais levaram a investigações sobre Ocon e Stroll, e mais tarde sobre Sainz e Bearman, que colidiram na volta 42. Fernando Alonso foi forçado a abandonar na volta 26 devido a uma falha na suspensão, perdendo a oportunidade de pontuar.
As paragens nas boxes começaram a agitar a classificação a partir da volta 20, com equipas como a Red Bull (Tsunoda) e a Ferrari (Leclerc) a optarem por pneus duros. Verstappen fez a sua paragem na volta 38, regressando em terceiro, o que colocou Norris de volta à liderança temporariamente. A McLaren, por sua vez, adiou as paragens dos seus pilotos, com Norris a queixar-se do desgaste dos pneus, enquanto Piastri se aproximava rapidamente.
A estratégia da equipa britânica culminou na volta 46, quando Piastri parou para montar pneus macios. Na volta seguinte, Norris fez a sua paragem, mas um problema na roda dianteira esquerda resultou numa paragem lenta de 5,9 segundos, custando-lhe três segundos e permitindo que Piastri o ultrapassasse na saída das boxes.
Triunfo de Verstappen e as ordens de equipa na McLaren
Com as paragens concluídas, Max Verstappen reassumiu a liderança na volta 48, com uma vantagem confortável. Contudo, o momento mais controverso da corrida ocorreu na volta 49, quando a McLaren instruiu Oscar Piastri a ceder a segunda posição a Lando Norris. Apesar de Piastri ter expressado o seu descontentamento, referindo que uma paragem lenta faz parte das corridas, acatou a ordem, permitindo a Norris ascender ao segundo lugar.
No final, Max Verstappen cruzou a linha de meta em primeiro, com 19,207 segundos de vantagem sobre Lando Norris. Oscar Piastri completou o pódio, a apenas 2,144 segundos do seu colega de equipa, demonstrando o potencial da McLaren. Charles Leclerc foi o melhor da Ferrari, terminando em quarto, seguido por George Russell e Lewis Hamilton, da Mercedes.










