Sergio Pérez, agora piloto da Cadillac para 2026, refletiu recentemente sobre a sua passagem pela Red Bull, onde enfrentou dificuldades com o carro RB20, descrito por ele como “inguiável” em certas condições. Em declarações ao Autosport inglês o mexicano destacou que o carro era projetado para atender ao estilo de pilotagem de Max Verstappen, que prefere uma configuração com tendência a sobreviragem (oversteer), que ‘foge de traseira’ tornando-o extremamente difícil para outros pilotos.
Pérez mencionou que conseguia adaptar-se em algumas situações, mas variáveis como chuva ou vento tornavam o carro imprevisível, levando a erros consecutivos e perda de confiança.
Pérez também afirmou que sua força mental foi crucial para suportar a pressão intensa, tanto da equipa quanto da imprensa, que o criticava constantemente durante a sua passagem pela Red Bull.
Pérez sente que as dificuldades dos seus substitutos, Liam Lawson e Yuki Tsunoda, que juntos marcaram apenas sete pontos em 2025, validam as suas próprias lutas, reforçando a sua reputação como o companheiro de equipa mais competitivo de Verstappen desde Daniel Ricciardo.
O mexicano criticou ainda a ‘ligeireza’ da imprensa por não querer compreender a complexidade das questões do carro e com isso aumentar a pressão sobre ele próprio, especialmente durante a sua sequência de 18 corridas sem pódios e um recorde de 1-29 em qualificações contra Verstappen.
Além disso, Pérez sugeriu que a saída de Adrian Newey, ex-diretor técnico da Red Bull, foi um ponto de inflexão para os problemas da equipa, que começaram a intensificar-se em 2024, impactando até mesmo Verstappen. Afirmou que a Red Bull criou um ambiente de pressão excessiva, que contribuiu para sua saída, e revelou que fontes confiáveis dentro da equipa indicam que a Red Bull lamenta a decisão de dispensá-lo.
Doutro ponto de vista, os adeptos têm opiniões mistas. Alguns, como se pode perceber em muitas discussões no Reddit, concordam que o carro da Red Bull é extremamente difícil de pilotar, exceto para um talento excecional como Verstappen, e que Pérez foi, demasiadas vezes, injustamente criticado, considerando que Tsunoda e Lawson também não conseguiram bons resultados. Longe disso. Outros, no entanto, argumentam que Pérez já estava “desmotivado” no final da sua passagem pela Red Bull, o que pode ter afetado o seu desempenho, comparando a sua situação à de Lewis Hamilton nos seus últimos dias na Mercedes.
Na verdade, os resultados de Yuki Tsunoda e Liam Lawson, deixaram perceber que a Red Bull trabalha essencialmente para Max Verstappen, e o colega de equipa tem que lidar com um carro que é feito e desenvolvido nas suas principais características para o neerlandês, há uma década na equipa e quando o estilo de pilotagem diverge muito as dificuldades são imensas. Como se tem provado consistentemente…










