A Arábia Saudita vai receber pela primeira vez uma prova pontuável para o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), de 26 a 29 de novembro, com base em Jidá. O evento surge como uma das grandes novidades da temporada e conta já com um troço de referência: a Moon Stage, apontada como candidata a tornar-se icónica no calendário.
O rali arranca na quarta-feira com uma superespecial em Jidá, antes de os pilotos enfrentarem, na quinta-feira, uma das classificativas destinadas a marcar época. Jérôme Roussel, que acompanha de perto o percurso — cerca de 320 quilómetros cronometrados — destaca a dureza e diversidade, comparáveis às do Rali da Grécia, mas com identidade própria.
“Será um rali capaz de trazer algo novo ao WRC. O troço da Moon Stage pode tornar-se tão icónica como El Cóndor, na Argentina”, sublinhou.
As especiais atravessarão montanhas áridas e zonas de deserto, onde parte do percurso será delimitada apenas por bandeiras, num estilo semelhante ao esqui alpino. Apesar do cenário, não haverá dunas nem areia solta, mas sim pisos duros e exigentes.
A organização chegou a considerar o Circuito da Corniche, palco saudita da Fórmula 1 , mas descartou a opção por falta de espaço para acolher todas as equipas. A solução passou por um vasto espaço asfaltado, que receberá o parque de assistência, a superespecial e a zona de fãs.
O investimento é significativo: cerca de metade das estradas foi alvo de construção ou melhoramento, incluindo a instalação de railes em pontos críticos. “O trabalho é enorme e inédito no WRC”, admitiu Roussel.
Antes da estreia oficial, em outubro será realizado um ensaio geral para testar vários aspetos logísticos e de segurança. A ambição da Federação Saudita de Automobilismo e Motociclismo e da Saudi Motorsport Company é clara: transformar a prova num marco fixo do calendário mundial.
“Temos meses de muito trabalho pela frente, mas falhar não é uma opção”, reforça a organização.












