Alex Albon tem-se destacado na Williams, superando os colegas com relativa facilidade, mas a chegada de Carlos Sainz no início da temporada de 2025 trouxe-lhe um novo parâmetro para evoluir dentro do projeto. Desde que se juntou à equipa de Grove em 2022, Albon tinha sido feito dupla com pilotos menos competitivos, como Nicholas Latifi, Logan Sargeant e Franco Colapinto, o que limitava a oportunidade de aprender diretamente com um colega de equipa.
O confronto com Sainz, ex-Ferrari, é o primeiro deste calibre, desde a passagem de 18 meses de Albon na Red Bull, onde teve dificuldades em afirmar-se ao lado do dominante Max Verstappen. Na altura, Albon estava tão focado em acompanhar Verstappen que não conseguiu explorar todo o seu potencial de aprendizagem.
“Nem sempre fazia as perguntas certas”
“É muito diferente”, admitiu Albon ao RacingNews365. “Com o Max, estava completamente concentrado em tentar melhorar. Grande parte disso passava por analisar dados e tentar entender: ‘Como é que ele consegue fazer isto?’ ou ‘Como é que eu consigo lidar com estas situações?’. Mas era inexperiente e nem sempre fazia as perguntas certas. Nunca consegui dominar completamente esse processo.
O meu ano sabático ajudou-me a ter mais tempo e espaço mental para compreender tudo antes de voltar. Com o Carlos, consigo analisar melhor. Ele é muito mais orientado pela engenharia e isso faz toda a diferença — entende profundamente o funcionamento do carro e consegue transmitir isso de forma clara.”
Apesar das expectativas de que Sainz dominasse a equipa, Albon tem-se mantido à frente nesta primeira metade de temporada, ajudando a Williams a ocupar o quinto lugar no campeonato de construtores, com 54 pontos contra 16 de Sainz. A colaboração entre ambos é marcada por análises detalhadas de estilos de condução e pela partilha de experiências sobre comunicação, ética de trabalho e desenvolvimento do carro.
Para Albon, a maior aprendizagem vem fora do cockpit. A forma como Sainz comunica, lidera reuniões e orienta o desenvolvimento do carro tem sido tão valiosa quanto as lições dentro do carro. Esta relação mostra que trabalhar com um colega experiente pode ser tão enriquecedor quanto competir com um campeão dominante como Verstappen.
“Quando olho para o Carlos, vejo as diferenças nos nossos estilos de condução. São subtis, mas importantes. Hoje, com a ajuda de um treinador de pilotos, conseguimos extrair o máximo um do outro”, explicou Albon. “Mas o que mais aprendi com ele é fora do carro: a forma como trabalha com a equipa, a ética que demonstra, a maneira como organiza reuniões e define prioridades. Ele sabe exatamente o que quer do carro. Aprendi mais com o Carlos fora do carro do que dentro dele, e isso mostra o quanto ele é valioso para a equipa e compreende a direção que o carro precisa seguir.”









