Oscar Piastri, o vencedor do Grande Prémio da Bélgica, partilhou os detalhes da sua decisiva ultrapassagem a Lando Norris, descrevendo-a como um momento “animado” que selou – basicamente – a sua vitória na corrida. O piloto australiano revelou a sua estratégia para a primeira volta e como a gestão da corrida, apesar de algumas dificuldades no final, o levou ao triunfo.
Em declarações após a sua vitória em Spa-Francorchamps, Oscar Piastri sublinhou a importância da volta inicial. “Sabia que a primeira volta seria a minha melhor oportunidade para vencer a corrida”, afirmou.
O australiano explicou como capitalizou a sua posição: “Consegui uma boa saída da Curva 1, e levantei o pé o mínimo que ousei na Eau Rouge.” Esta abordagem agressiva e calculada na icónica sequência de curvas de Spa foi crucial para se posicionar para o ataque.
Sobre a gestão da corrida, Piastri comentou: “O resto da corrida gerimos muito bem. Tive algumas dificuldades no final. Talvez os pneus médios não fossem a melhor opção para as últimas cinco ou seis voltas. No geral, tivemos a situação maioritariamente sob controlo.” Apesar das preocupações com a degradação dos pneus, a sua confiança manteve-se. O piloto também refletiu sobre a qualificação anterior: “Ontem, estava bastante desapontado comigo mesmo, mas afinal, partir da segunda posição não foi tão mau quanto pensava.”
Piastri aprofundou os pormenores da ultrapassagem que lhe valeu a vitória. “Estava desapontado por ser um arranque em andamento, porque pensei que isso me tiraria alguma oportunidade”, confessou, referindo-se ao facto de a corrida ter começado sob Safety Car. No entanto, a sua determinação prevaleceu. “Consegui uma boa saída da Curva 1, fui capaz de me manter perto e, quando estava tão próximo, sabia que ia levantar o pé apenas um pouco menos do que o Lando e manter o carro na pista”, explicou. A manobra, que ocorreu na subida em direção a Les Combes, foi desafiante: “Foi um pouco animado a subir Eau Rouge, mas consegui concretizar a ultrapassagem e o vácuo ajudou-me.” A combinação de uma linha precisa, a audácia em Eau Rouge e o benefício aerodinâmico do vácuo foram os ingredientes chave para o seu sucesso.
A estratégia de “levantar o pé” o mínimo possível na Eau Rouge, uma das curvas mais desafiadoras e emblemáticas da Fórmula 1, demonstra a confiança e o controlo de um piloto. Esta abordagem permite manter a velocidade máxima em direção à longa reta de Kemmel, criando oportunidades de ultrapassagem através do vácuo. A capacidade de um piloto de gerir os seus pneus, especialmente nas fases finais da corrida, é outro fator crítico, pois a degradação pode afetar drasticamente o ritmo e a capacidade de defesa ou ataque. O circuito de Spa-Francorchamps, com as suas características únicas, é frequentemente palco de batalhas estratégicas e ultrapassagens arriscadas, tornando a primeira volta e a gestão dos pneus momentos decisivos.
FOTO Phillippe Nanchino/MPSA










