A FIA prepara-se para introduzir novas regras na Fórmula 1 a partir de 2026. O objetivo é limitar a colaboração entre as equipas principais (A) e as suas equipas satélite (B), visando uma competição mais justa e a prevenção de vantagens indevidas.
Esta iniciativa surge após críticas, como as do CEO da McLaren, Zak Brown. Ele argumentou que a copropriedade de equipas, como a Red Bull e a Racing Bulls, pode comprometer a igualdade sob o limite orçamental, mesmo que as regras atuais sejam cumpridas.
As novas disposições, que farão parte da Secção F (Regulamentos Operacionais) para 2026, serão mais rigorosas. Vão exigir a separação total dos sistemas de tecnologia da informação (TI) para impedir a partilha de projetos e dados. Será também obrigatória a segregação física completa entre as equipas. A FIA pretende formalizar e reforçar as regras já existentes sobre a partilha de propriedade intelectual e a movimentação de pessoal, para garantir a equidade.
Segundo Nikolas Tombazis, diretor de monolugares da FIA, o propósito é permitir que as equipas “B” continuem a beneficiar financeiramente das suas parcerias (como a Haas com a Ferrari), mas sem que isso se traduza numa vantagem de desempenho injusta na pista.
Estas novas regras visam regular o que é um equilíbrio delicado: permitir que as equipas mais pequenas beneficiem da experiência e recursos das equipas maiores, garantindo a sua sustentabilidade financeira, mas, ao mesmo tempo, evitar que essa parceria se transforme num atalho para o desempenho, distorcendo a competitividade do campeonato. A FIA procura assim preservar o espírito de inovação e a competição justa que são a essência da Fórmula 1.










