A Ferrari vai estrear a sua suspensão traseira renovada no Grande Prémio da Bélgica deste fim de semana, após testes em Mugello.
A Ferrari testou uma nova suspensão traseira em Mugello e irá estreá-la no Grande Prémio da Bélgica. O objetivo principal desta modificação é estabilizar a plataforma aerodinâmica do monolugar, reduzindo as variações de inclinação durante a travagem e aceleração.
Esta alteração, que já foi observada em equipas como a Mercedes e a McLaren, permite que a equipa defina uma altura estática do carro mais baixa, otimizando a geração de força descendente em todas as velocidades, com especial benefício em baixas velocidades, onde o fluxo de ar sob o piso tende a ser mais lento.
No entanto, a introdução de qualquer nova peça acarreta potenciais desvantagens. Uma possível preocupação é que o carro possa parecer menos “vivo” para os pilotos, uma vez que a redução da inclinação e do mergulho pode limitar as informações sensoriais sobre o comportamento do monolugar.
Além disso, uma altura estática mais baixa aumenta o risco de desgaste excessivo da placa do fundo do carro em altas velocidades. Para mitigar este problema, é provável que a nova suspensão inclua alterações nos amortecedores, que não são visíveis externamente. Acredita-se que o sistema de amortecimento original não era robusto o suficiente para controlar o carro na gama de alturas mais baixas desejada.
Com a combinação do novo piso, introduzido na Áustria, e desta nova suspensão traseira, a Ferrari espera desbloquear o verdadeiro potencial do SF25 na segunda metade da época, permitindo que os pilotos Lewis Hamilton e Charles Leclerc explorem ao máximo as capacidades aerodinâmicas do carro.
A estabilidade aerodinâmica de um monolugar de Fórmula 1 é crucial para o seu desempenho, uma vez que as forças geradas pela aerodinâmica variam significativamente com a altura do carro em relação ao solo e a sua inclinação. Pequenas variações podem comprometer a eficiência do difusor e do piso, que são componentes chave na geração de força descendente. A capacidade de manter uma plataforma aerodinâmica consistente, independentemente das manobras do carro, é um dos maiores desafios de engenharia na Fórmula 1 moderna e pode ser o fator decisivo entre a vitória e a derrota.










