Três candidatos, duas paragens nas boxes, e um palco de exceção, o Mónaco. A luta pelo título aquece e as novas regras prometem agitar a corrida mais emblemática da F1.
Após a intensa corrida em Ímola que abriu a sequência de três Grandes Prémios seguidos da Fórmula 1, os holofotes voltam-se agora para um dos cenários mais icónicos do calendário: o Grande Prémio do Mónaco. Com apenas 22 pontos a separar os três primeiros classificados no campeonato e a introdução de regras que prometem agitar o desenrolar da corrida, a expectativa é alta para o que pode ser um fim de semana decisivo nas ruas do Principado.

Quando a F1 deixou Miami, a impressão era de que o título seria decidido entre os dois companheiros de equipa na McLaren, Oscar Piastri e Lando Norris. No entanto, Ímola redefiniu o cenário. Max Verstappen mostrou força tanto na qualificação quanto no ritmo de corrida e, com uma manobra precisa sobre Piastri em Tamburello, assumiu a liderança e não mais olhou para trás.
A diferença entre os três primeiros caiu significativamente: Piastri lidera com uma vantagem de 13 pontos sobre Norris, enquanto Verstappen está a apenas 22 pontos do topo — menos que a pontuação de uma vitória. O título, ao que tudo indica, segue completamente em aberto, o que só pode ser bom para a F1 e para os adeptos…
Apesar de ainda distante da luta direta pelo campeonato, a Ferrari viu em Ímola motivos para otimismo. Após um desempenho dececionante em Miami e qualificações frustrantes no último fim de semana, os italianos mostraram muita força no ritmo de corrida. Charles Leclerc subiu para o top 6 e Lewis Hamilton chegou a ‘namorar’ com o pódio, terminando a apenas 1,4s de Piastri. O desempenho renovou o ânimo da equipa que, embora enfrente um desafio técnico no Mónaco, chega motivada pela evolução recente.
Se há uma equipa que chega embalada ao Principado, é a Williams. Alex Albon conquistou dois quintos lugares consecutivos e por pouco não subiu ao pódio em Ímola. Carlos Sainz também demonstrou potencial semelhante, mas foi prejudicado por estratégia e incidentes nas últimas etapas. O chefe de equipa, James Vowles, revelou que a equipa até saiu dececionada por não ter conseguido resultados ainda melhores, mas destacou o “enorme potencial” para o Mónaco. Para uma equipa que projetava crescer apenas em 2026, os resultados atuais começam a ser animadores.
Com 24 etapas previstas na temporada, nenhuma carrega o glamour do Mónaco. As ruas estreitas, a proximidade dos muros e a paisagem deslumbrante entre colinas e iates fazem do circuito um espetáculo à parte. É uma pista onde o talento individual brilha, sobretudo na qualificação, e onde qualquer erro pode significar o fim da corrida.
Ver os carros a dançar por curvas como Sainte Dévote, Mirabeau e Tabac continua a ser uma das imagens mais fascinantes da Fórmula 1.
Para 2025, a grande novidade do GP do Mónaco será a obrigatoriedade de duas paragens nas boxes. A medida, aprovada por todas as equipas, visa aumentar a imprevisibilidade e evitar corridas em que a posição de pista determina o resultado final. A nova regra exige que os pilotos utilizem três conjuntos diferentes de pneus durante a corrida, mantendo a exigência de dois compostos distintos. A expectativa é que isso force os líderes a adotarem um ritmo mais agressivo desde o início, abrindo espaços e oportunidades para mudanças estratégicas — e talvez até ultrapassagens num circuito notoriamente difícil nesse quesito.
Com a rivalidade entre os três principais candidatos ao título em alta, a Ferrari a tentar voltar a vencer e a Williams surpreendendo, tudo isso no meio do cenário mais emblemático da categoria, o GP do Mónaco de F1 promete ser um capítulo imperdível da temporada.
FOTO MPSA/Phillippe Nanchino











Lewis chegou a apenas 1,4s de Piastri
Não viesse o Hamilton à baila… parece o João Carlos Costa, a defender sistematicamente o seu “filho”. Parece que o Hamilton é passado, pelo menos está ultrapassado.
Não é que seja o meu preferido, mas se o carro fosse bom talvez não estivesse assim tão “ultrapassado”.
Já ganhou uma Sprint, outros gostavam de ter ganho alguma coisa… melhor que nada, mas era bom que os Ferrari melhorassem
“…e talvez até ultrapassagens “. Pois, quem sabe? Nesta tentativa desesperada de dar interesse a algo com interesse nulo, só falta imporem mudança de pilotos, ou pôr os directores de equipa a guiarem uma 5 voltas. É pena que este GP não seja à noite, aí pelas 23h. sempre me ajudava a dormir.
Não é obrigado a ver.
E também não é obrigada a ler quem fala a verdade.
Como se sabe o conteúdo de um texto sem o ler?